Dólar tem 3ª alta consecutiva, diante de expectativa com corte na Selic

Nos Estados Unidos, crescem esperanças com anúncio do Quantitative Easing 3, após Livro Bege mostrar que economia do país cresceu gradualmente
Dólar (Shutterstock)
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SÃO PAULO – Ainda com o mercado na expectativa do discurso de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve, na sexta-feira, o dólar comercial manteve o mesmo movimento verificado nas duas últimas sessões e fechou esta quarta-feira (29) com alta de 0,27%, cotado a R$ 2,0479 na compra e R$ 2,0484 na venda.

No Brasil, o destaque é o encerramento da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), com o mercado esperando que o comitê anuncie um corte de 50 pontos-base na taxa Selic, para 7,50% ao ano.

Nesta tarde, nos Estados Unidos, foi divulgado o Livro Bege, publicado pelo Federal Reserve, mostrando que a economia norte-americana cresceu “gradualmente”, com seis dos 12 distritos indicando crescimento apenas “modesto”. O varejo sentiu os efeitos da desaceleração da indústria mas continuou a crescer no país, embora seis distritos destacaram que os ganhos foram ou pequenos ou desaceleraram.

Já na Europa, o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi, escreveu em artigo publicado pela instituição que poderá adotar medidas emergenciais para que a política monetária surta efeito.

Indicadores
Na agenda doméstica, o dia apresentou os dados do Banco Central sobre o fluxo cambial, que na semana do dia 24 de agosto apresentou saldo negativo em US$ 1,202 bilhão, com as importações superando as exportações em US$ 585 milhões no período.

Além disso, o Tesouro Nacional revelou um superávit primário de R$ 3,989 bilhões para o governo central, formado pelo governo federal, Banco Central e Previdência Social, em junho, ante o R$ 1,11 bilhão de maio.

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Entre os indicadores norte-americanos, o destaque foi as vendas pendentes de imóveis, que vieram acima da expectativa de estagnação, apresentando avanço de 2,4% em junho, o que mostra que cenário no setor imobiliário está em recuperação. Já o PIB (Produto Interno Bruto) do país no segundo trimestre cresceu 1,7%, diferente do 1,5% anunciado anteriormente.

Dólar futuro e Ptax
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro segue o dia cotado a R$ 2,050, alta de 0,24% em relação ao fechamento de R$ 2,045 da última terça-feira. O contrato com vencimento em outubro opera em alta de 0,27%, atingindo R$ 2,060 frente à R$ 2,054 do fechamento de ontem.

Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&FBovespa, fechou a R$ 2,0509, alta de 0,37% sobre o último fechamento. 


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.