Publicidade
SÃO PAULO – O dólar comercial superou as perdas da vésperas e já opera em alta de 0,59%, cotado a R$ 2,0475 na venda. No acumulado do mês, a moeda registra valorização de 1,80%. A evasão de divisas norte-americanas reflete o sentimento de aversão ao risco dos investidores, atentos aos sinais de instabilidade nos Estados Unidos e na Zona do Euro.
Na véspera, o Fed (Federal Reserve) decepcionou os mercados. A ata da última reunião do banco central dos EUA sinalizou que não haverá uma nova – e esperada – onda de estímulos à economia.
Indicadores internacionais
Enquanto isso, os investidores analisam indicadores publicados nesta manhã. Os preços dos bens exportados dos Estados Unidos ao resto do mundo caíram 1,4% em junho. Já o número de pedidos de auxílio-desemprego veio abaixo do esperado, atingindo 350 mil.
Na Europa, o BCE (Banco Central Europeu) afirmou, em relatório mensal, que a economia do bloco se deteriorou e deve registrar queda de 0,3% este ano.
A produção industrial da Zona do Euro confirma o discurso do órgão. Mesmo apurando alta de 0,6% em maio frente a abril, quando comparada ao resultado do ano passado, a atividade do setor despencou 2,8%.
Por aqui, prévia do PIB e corte de juros
No Brasil, o IBC-Br (Índice Mensal de Atividade) divulgado pelo Banco Central sinalizou estabilidade econômica em maio frente a abril. A taxa registrou queda de apenas 0,02%, bem abaixo do esperado pelo mercado (entre -0,2% e -0,4%).
Continua depois da publicidade
Além disso, os investidores digerem o corte na taxa básica de juro anunciado na noite anterior pelo Copom (Comitê de Política Monetária). A redução da Selic foi de 0,5 ponto percentual, em linha com as estimativas do mercado, levando a taxa de juro para 8% ao ano.
<!–
Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
–>