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SÃO PAULO – Na semana passada, a agência internacional de classificação de risco Fitch elevou de BB para BB+ o rating soberano brasileiro, o que tende a reforçar ainda mais o cenário de apreciação cambial.
De acordo com a Tendências Consultoria, a notícia gera uma pressão adicional sobre a moeda norte-americana frente ao real, que, por sua vez, acumulou desvalorização de 0,98% na segunda semana de maio.
A um passo do investment grade
A revisão da Fitch, que colocou o país a um degrau do investment grade, reforçou os bons fundamentos da macroeconomia brasileira, o que vem puxando o risco-país, principal indicador de confiança dos investidores estrangeiros na economia doméstica, para baixo, elevando a perspectiva de entrada recursos e influenciando nas recentes queda do dólar.
Para os analistas da Ativa, a menor vulnerabilidade da moeda brasileira é que tem atraído ainda mais investidores em tempos mais incertos sobre o futuro da economia norte-americana, uma vez que o real não sofreria muito com um eventual fim do ciclo das commodities metálicas e dos combustíveis.
Banco Central: novas estratégias
Mesmo com as novas estratégias do BC, como o maior número de propostas aceitas nos leilões diários de compra de dólares à vista, ou no não-aviso prévio para os leilões de swap cambial reverso, a moeda norte-americana segue se desvalorizando.
Desde o início de 2007 até a última sexta-feira (11), o dólar acumula queda de 5,40% no ano. A mediana das projeções do relatório Focus do Banco Central publicada na segunda-feira anterior (7) apontava para um dólar a R$ 2,05 para o final de 2007. Já no início do ano, esta estimativa era de R$ 2,20, evidenciando uma clara trajetória de queda nas estimativas para o câmbio.
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Novas quedas?
Para a Ativa, há, sim, espaço para uma apreciação adicional da moeda brasileira, o que tornaria o investimento em dólares ainda menos atrativo. Além disso, têm-se visto recorrentes revisões para baixo nas estimativas para o câmbio, criando um certo consenso de que investir na moeda norte-americana neste momento pode não ser lucrativo. Em análise recente, o Citigroup reduziu suas projeções para a taxa de câmbio em dezembro de 2007 para R$ 2,00.
No mesmo sentido, a área de pesquisa da revista The Economist já começa a considerar a hipótese de um dólar abaixo de R$ 2,00. Para a revista, os exportadores brasileiros deverão aprender a viver com os efeitos do câmbio valorizado – e as implicações da competitividade – por algum tempo.
Por fim, a Tendências Consultoria também revisou o seu modelo de projeções para a taxa de câmbio recentemente, que passou de R$ 2,13 para R$ 2,02 ao final de 2007; e de R$ 2,13 para R$ 2,08 ao final de 2008.