Dólar sobe pelo segundo dia seguido e renova sua máxima desde fevereiro

Referências de Espanha, Alemanha e Coreias ofuscaram dados positivos da agenda econômica; BaCen compra dólares

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SÃO PAULO – O dólar comercial fechou nesta terça-feira (25) em alta pela segunda sessão consecutiva. A valorização de 0,21%, no entanto, foi bem mais amena do que a alta alcançada no começo do dia, quando chegou a subir mais de 2%. Com essa nova valorização, a moeda terminou cotada a R$ 1,868 na venda, renovando seu maior patamar desde 8 de fevereiro deste ano, quando encerrou valendo R$ 1,874.

Durante esta terça-feira, uma enxurrada de referências negativas abalou os mercados, ofuscando os indicadores melhores que o esperado da agenda dos Estados Unidos e do Reino Unido. Diante do cenário de maior aversão ao risco, os investidores optam por ativos com caráter mais conservador, contribuindo para mais uma rodada de valorização da divisa norte-americana em relação também às principais moedas de referência do mundo.

Por aqui, o Banco Central realizou mais um leilão de compra de dólares. A operação ocorreu entre as 15h33 e as 15h43 (horário de Brasília), tendo uma taxa de corte de R$ 1,8718. A autoridade monetária também informou que projeta para maio um déficit de US$ 2,7 bilhões na conta corrente externa do País, em função da melhora no saldo comercial.

Europa e Coreias ofuscam indicadores
Mais uma vez, a Europa esteve em foco no noticiário econômico. Desta vez, as apreensões giram em torno da proposta de fusão feita na véspera por 4 bancos da Espanha ao Banco Central local, deixando o verdadeiro estado de saúde do setor em xeque. Além disso, o ministro de Finanças alemão levantou a possibilidade de aumentar o prazo de restrição do naked short selling (vendas a descoberto sem confirmação do aluguel) e da especulação com CDSs (Credit Default Swaps) dos títulos europeus.

Como se não bastassem as incertezas em torno da crise europeia, tensões geopolíticas entre Coreia do Sul e Coreia do Norte também tiveram peso negativo nos negócios. Após troca de acusações entre os países, o governo de Pyongyang anunciou o rompimento completo de suas relações com o vizinho do sul e alertou que, caso novas “provocações deliberadas” sejam feitas, “medidas militares práticas” poderão ser desencadeadas.

Essas referências foram suficientes para ofuscar os números positivos da pauta de indicadores desta sessão. Nos EUA, a confiança do consumidor atingiu em maio seu mais alto nível desde março de 2008. Já no Reino Unido, o PIB (Produto Interno Bruto) avançou 0,3% no primeiro trimestre do ano, pouco acima das expectativas dos analistas.

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Dólar a R$ 1,868
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,8660 na compra e R$ 1,8680 na venda, alta de 0,21% em relação ao fechamento anterior. Com esta alta, o dólar acumula valorização de 7,48% em maio, frente à baixa de 2,41% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 7,28%.

Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho encerrou o dia cotado a R$ 1.866, baixa em relação ao fechamento de R$ 1.874 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em R$ 1.882, estável em relação à cotação de fechamento vista na véspera.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,8907000.

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FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,49 para julho de 2010, 0,05 ponto percentual acima do que foi registrado na sessão anterior.