Dólar sobe pela segunda sessão seguida e atinge máxima em mais de um mês

Resultados de bancos norte-americanos derrubam humor dos investidores; por aqui, BC e discurso de Meirelles em foco

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SÃO PAULO – Em meio ao clima de cautela nos mercados, principalmente por conta dos resultados decepcionantes dos bancos dos EUA, o dólar comercial fechou esta quarta-feira (20) com forte alta de 1,02% – segunda valorização consecutiva -, cotado na venda a R$ 1,79 – maior patamar desde 17 de dezembro do ano passado, quando fechou valendo R$ 1,792.

No front interno, o Banco Central voltou a realizar um leilão de compra de dólares no mercado à vista. A operação teve início 12h37 e terminou 12h47 (horário de Brasília), com uma taxa de corte aceita em R$ 1,7857.

Ainda em torno dessas compras de dólares, a autoridade monetária divulgou os dados referentes às últimas intervenções realizadas. Até o dia 15 de janeiro, foram adquiridos US$ 1,259 bilhão no mercado cambial, totalizando desde o início do ciclo – maio de 2009 – um total de US$ 28,736 bilhões

Por fim, o Bacen divulgou dados do fluxo cambial, mostrando que a entrada de dólares superou a saída em US$ 95 milhões. O déficit de US$ 721 milhões do saldo comercial foi superado pelo resultado superavitário de US$ 816 do saldo financeiro.

EUA
O grande destaque nos EUA ficou com o calendário de resultados, marcado pela divulgação dos números trimestrais das instituições financeiras. Com Bank of América, Morgan Stanley e Wells Fargo trazendo números decepcionantes aos investidores, a aversão ao risco se alastrou nos mercados internacionais.

Ainda na principal economia do mundo, a agenda de indicadores trouxe certo alívio, com o PPI (Personal Product Income) trazendo uma variação positiva melhor do que a esperada pelos analistas. No mercado imobiliário, enquanto o Housing Starts ficou aquém do esperado no anualizado em dezembro, o Building Permits superou as projeções no mesmo período.

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Meirelles
Vale destacar as palavras do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, nesta quarta-feira. Em teleconferência, o chairman da autoridade monetária disse que espera um crescimento sólido na economia brasileira. Sobre o câmbio, Meirelles afirma que a valorização do real não representa sinais de euforia dos mercados, mas ressalta que está atento a eventuais distorções nos preços.

Dólar a R$ 1,79
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7880 na compra e R$ 1,7900 na venda, forte alta de 1,02% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 1,9000, representando um ágio de 6,26% em relação ao dólar comercial.

Com esta alta, o dólar acumula valorização de 2,80% em janeiro, frente à baixa de 0,57% registrada no mês passado. 

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Dólar futuro na BM&F também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro  encerrou o dia cotado a R$ 1.794, forte alta em relação ao fechamento de R$ 1.776 da última terça-feira. O contrato com vencimento em março, por sua vez, fechou em forte alta, atingindo R$ 1.803 frente à R$ 1.786 do fechamento de ontem.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7905000.

FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,07% para março de 2010, 0,01 ponto percentual abaixo do que foi visto no fechamento anterior.