Dólar sobe pela oitava sessão consecutiva e atinge nova máxima

Moeda ganhou forças à medida que o clima de instabilidade tomou conta dos mercados; indicadores e intervenção do BaCen em pauta

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SÃO PAULO – Após operar no campo negativo durante a manhã, o dólar comercial foi ganhando forças à medida que os mercados começaram a emitir sinais de maior aversão ao risco. Com a nova intervenção do Banco Central no câmbio, a trajetória ascendente se consolidou e a moeda fechou esta quinta-feira (28) em alta pela oitava sessão consecutiva.

Com valorização de 0,27%, a divisa norte-americana fechou o dia valendo R$ 1,869 na venda,  atingindo o maior patamar desde o dia 2 de setembro de 2009, quando terminou o dia negociada a R$ 1,884.

Ajuste às decisões de política monetária
No começo da sessão, o dólar atuava com expressiva desvalorização, em ajuste às recentes altas e também refletindo as decisões anunciadas na véspera pelo Federal Reserve, que optou por manter o juro básico norte-americano na faixa entre 0% e 0,25% ao ano, e do Copom, que deixou a Selic em 8,75% ao ano, decisão esta anunciada em nota com poucas pistas sobre o rumo da política monetária brasileira.

Reversão
Sinais positivos emitidos do outro lado do Atlântico, como o fechamento em alta das bolsas asiáticas e o avanço na confiança do consumidor na Europa contribuíam para o clima positivo.

Contudo, a agenda econômica norte-americana voltou a trazer um viés de preocupação aos negócios. O Initial Claims, que aponta os pedidos de seguro-desemprego, registrou um total de 470 mil novos pedidos, desempenho pior do que o projetado pelos mercados. Já o Durable Good Orders, que mensura os pedidos de bens duráveis, avançou 0,3% em dezembro de 2009, contra os dados de novembro, que marcaram baixa de 0,4%. No entanto, os dados ficaram aquém das estimativas, que giravam em torno de elevação de 2%.

Compra de dólares e superávit
No front  doméstico, o Banco Central ajudou na trajetória positiva da moeda norte-americana ao realizar um novo leilão de compra de dólares no mercado à vista. A captação ocorreu entre 15h36 e 15h46 (horário de Brasília), com uma taxa de corte aceita em R$ 1,875.

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Ainda por aqui, o governo brasileiro divulgou um superávit primário abaixo da meta de 2,5% em 2009, ao somar R$ 64,518 bilhões, ou 2,06% do PIB (Produto Interno Bruto).

Dólar a R$ 1,869
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,8670 na compra e R$ 1,8690 na venda, alta de 0,27% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 1,9800, representando um ágio de 6,05% em relação ao dólar comercial.

Com esta alta, o dólar acumula valorização de 7,34% em janeiro, frente à baixa de 0,57% registrada no mês passado.

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Dólar futuro na BM&F também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro  encerrou o dia cotado a R$ 1.869, alta em relação ao fechamento de R$ 1.859 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em março, por sua vez, fechou em alta, atingindo R$ 1.877 frente à R$ 1.868 do fechamento da véspera.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,8660000.

FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,12% para abril de 2010.


Idealizador e apresentador do canal Stock Pickers