Dólar sobe, mesmo com corte na Selic e oferta de US$ 100 milhões em linha externa

A moeda norte-americana operou durante a maior o dia em alta e acabou por fechar cotada a R$ 2,899, com valorização de 0,94%

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SÃO PAULO – Em dia de forte volatilidade, o dólar fechou novamente em alta nesta quarta-feira, completando quatro dias seguidos de valorização frente à moeda brasileira. Novamente o mercado seguiu com pouca liquidez, pressionado pela saída de divisas, já que muitas empresas brasileiras estão cumprindo compromissos financeiros no exterior.

A alta se deu mesmo com a decisão do Banco Central de dobrar a oferta do leilão de linha externa desta quarta-feira, emprestando US$ 100 bilhões no mercado cambial, com recompra em 60 dias. A autoridade monetária não afirmou se o valor das ofertas diárias continuará dobrado até o final do mês.

A redução da taxa Selic para 18% também não contribuiu para reduzir a cotação da moeda norte-americana, que chegou até a acentuar a alta após o anúncio da nova taxa básica de juros, refletindo a surpresa que o mercado teve com o corte.

Dólar acumula valorização de 2,84% no mês

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,8950 na compra e R$ 2,8990
na venda, forte alta de 0,94% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 2,9360, representando um ágio de 1,42% em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 2,84% em julho, frente
a alta de 12,18% registrada no mês passado.

No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 25,23%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
encerrou o dia cotado a R$ 2.901,
forte alta de 0,94% em relação ao fechamento
de R$ 2.874
da última terça-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em forte alta de 1,04%,
atingindo R$ 2.910 frente
a R$ 2.880 do fechamento de

ontem.

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