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SÃO PAULO – Em dia marcado por maior aversão ao risco e nervosismo nos principais mercados financeiros do globo, o dólar comercial inicia a tarde mantendo-se em forte alta. Há pouco, a moeda norte-americana operava cotada a R$ 1,850 na venda, configurando ágio de 1,54%.
A principal notícia a atrair o olhar do investidor nesta quarta-feira é a restrição das operações de venda a descoberto no mercado de capitais alemão. Por lá, a Bafin, reguladora do mercado de capitais do país, baniu o naked short selling (operações de venda a descoberto sem confirmação do aluguel). Este tipo de operação é conhecido por ser realizada quando o investidor aposta na desvalorização do papel.
Ademais, a agenda também traz importantes referências nesta sessão. Nos Estados Unidos, o principal destaque é o CPI (Consumer Price Index). O índice responsável por medir a variação dos preços na economia norte-americana recuou 0,1%, enquanto analistas esperavam avanço de 0,1%.
Ainda nesta sessão, o Federal Reserve também divulgará a ata de sua última reunião, quando a autoridade monetária norte-americana optou por manter a taxa básica de juros em níveis historicamente baixos por um “longo período”.
Front doméstico
Já no Brasil, atenção para o IGP-M (Índice Geral de Preços) referente à segunda semana de maio. Já se aproximando do resultado esperado para o mês (1,0%), o índice registrou inflação de 0,95% no período.
Há pouco, o Banco Central do Brasil também divulgou dados sobre o fluxo cambial acumulado nos primeiros dez dias úteis de maio, período em que foi alcançado superávit de US$ 2,736 bilhões. Por sua vez, o fluxo comercial apresentou um saldo positivo de US$ 1,955 bilhão, enquanto o fluxo financeiro ficou superavitário em US$ 781 milhões.
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Mais pessimista
Além do indicador de inflação, olhos atentos também para o ICE (Índice de Clima Econômico) da América Latina, que ficou estável em 5,6 pontos entre os meses de janeiro e abril deste ano. A despeito da manutenção do ICE, o que mais chamou atenção nesta edição foi a queda do IE (Índice de Expectativas) em todos os países da região, com exceção da Bolívia, onde o indicador permaneceu inalterado.
Dólar futuro na BM&F também opera em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho está sendo cotado a R$ 1.857, forte alta de 1,73% em relação ao fechamento de R$ 1.826 da última terça-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, opera em forte alta de 1,44%, atingindo R$ 1.865 frente a R$ 1.839 do fechamento de terça-feira.