Dólar sobe com mercado de olho na agenda externa e crise na Europa

Moeda segue movimento da divisa no exterior; dados dos EUA, dívida grega e prisão de Strauss-Kahn também repercutem

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SÃO PAULO – O dólar comercial opera em alta de 0,37%, cotado a R$ 1,6380 na venda na manhã desta terça-feira (17). O mercado fica de olho na agenda norte-americana de indicadores, no cenário de crise na Europa e nos movimentos da divisa norte-americana frente a outras moedas.

Com a variação desta terça-feira, a divisa dos EUA registra alta de 4,13% neste mês de maio, porém uma desvalorização de 1,69% desde o início do ano. 

Mercados internacionais
Nos mercados internacionais, a tendência para a divisa norte-americana nesta terça-feira é de alta, em linha com o que acontece no Brasil. Há poucos instantes, o euro registrava desvalorização de 0,17%, cotado a US$ 1,4137.

Já em relação ao iene, a moeda norte-americana era cotada a ¥ 81,43, alta de 0,74%, ao mesmo tempo em que em relação ao franco suíço, o dólar registrava valorização de 0,32%, cotado a 0,8862 francos.

Indicadores norte-americanos
A agenda de indicadores norte-americanos nesta data traz dados sobre o mercado imobiliário e, mais tarde, números da produção industrial e da capacidade utilizada pelas indústrias nos EUA, ambos referente ao último mês de abril.

Segundo o Departamento de Comércio dos EUA, no mês passado, o número de casas em início de construção atingiu 523 mil imóveis, no resultado anualizado. Esse valor ficou abaixo das expectativas do mercado, que esperava 563 mil imóveis. Ao mesmo tempo, as autorizações para construção de novas casas foram de 551 mil em abril, também abaixo das projeções.

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Europa chama a atenção
A crise fiscal na Europa segue na pauta do mercado, e a possibilidade de reestruturação da dívida grega ganha força. Os ministros de finanças da Zona do Euro declararam que podem negociar junto aos credores da dívida da Grécia o prolongamento dos prazos. A prisão de Dominique Stauss-Kahn, diretor do FMI (Fundo Monetário Internacional), órgão bastante envolvido nos resgates, também segue repercutindo. Strauss-Kahn teve seu pedido de fiança negado na véspera, e permanecerá preso pelo menos até sexta-feira, quando terá uma nova audiência em Nova York. 

O agravamento da situação na Europa pode impulsionar a cotação do dólar por aqui. Isso porque o cenário de crise agrava a percepção de risco dos investidores, fato que poderia aumentar a demanda por dólares por aqui por conta dos investidores – principalmente estrangeiros – interessados em retirar recursos do Brasil.