Dólar sobe 5,61%, mesmo com queda do risco Brasil e possível acordo com FMI

Nem a expectativa de que o governo feche um acordo com o FMI e o leilão de US$ 100 milhões pelo BC acalmou o mercado

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SÃO PAULO – A falta de dólares no mercado continua pressionando a cotação da moeda norte-americana, de forma que mesmo com a expectativa de um novo acordo com o FMI, a queda do risco Brasil, e a alta no C-Bond, o mercado cambial vive um dos dias mais tensos da história do real.

Missão do Banco Central vai ao encontro do FMI

O acordo do governo com o FMI parece estar cada vez mais perto de se concretizar, com a missão chefiada por Amaury Bier, secretário-executivo do Banco Central, em Washington para negociar um novo pacote com o FMI, e com o jornal britânico ‘Financial Times”, trazendo um artigo defendendo os fundamentos da economia brasileira. Nesse contexto a procura por títulos brasileiros aumentou, definido a queda do risco Brasil.

Porém, a forte procura das empresas nacionais pelo dólar não cessou, com muitas delas tendo que liquidar dívidas que não conseguiram ser renovadas em moeda norte-americana. Com isso, a forte alta do dólar, que a 12h00 ultrapassou R$ 3,60, fez com que o Banco Central dobrasse sua oferta diária para US$ 100 milhões, em forma de leilão de linha externa, o que ajudou a desacelerar a alta da divisa.

Dólar sobe 5,61% e opera a R$ 3,47

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 3,4700 na compra e R$ 3,4790
na venda, forte alta de 5,61% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$
3,2330, representando um deságio de 6,83%
em relação ao dólar comercial.

Dólar futuro na BM&F

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
está sendo cotado a R$ 3.385,
forte alta de 3,20% em relação ao fechamento
de R$ 3.280
da última terça-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, opera
em forte baixa de 2,19%,
atingindo R$ 3.130 frente
a R$ 3.200 do fechamento de

ontem.

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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:

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