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SÃO PAULO – Acentuando sua trajetória após o término da decisão do Fomc (Federal Open Market Committee), o dólar comercial conheceu nesta quarta-feira (21) sua quarta sessão consecutiva de alta, com variação positiva de 3,75% – a maior desde 6 de novembro de 2008, quando subiu 4,01%. Dessa forma, a moeda fechou cotada na venda a R$ 1,858, atingindo sua máxima desde 8 de junho de 2010, quando era cotada a R$ 1,860.
A forte valorização já registrada no começo do dia se intensificou após o final do encontro dos membros do Federal Reserve, que além de anunciarem a manutenção da taxa básica de juro norte-americana na banda entre 0% e 0,25% ao ano, também informaram que venderão US$ 400 bilhões em títulos de curto prazo, para fazer reinvestimentos em títulos com maturidade entre 6 e 30 anos.
Já no âmbito interno, destaque para as palavras do ministro da Fazenda Guido Mantega, que disse que ainda enxerga espaço para o Banco Central reduzir ainda mais o juro básico brasileiro. A medida diminuiria ainda mais a atratividade da renda fixa nacional, o que tende a arrefecer os níveis de investimento internacional nesse mercado e, consequentemente, diminuindo a entrada de dólares no País.
BaCen segue sem comprar dólares
No front doméstico, o BaCen mais uma vez não interviu no mercado à vista por meio de seus leilões de compras de dólares. Além disso, a autoridade monetária também anunciou por meio de nota à imprensa que, por conta das condições atuais do mercado, não realizará leilão de swap cambial reverso para a rolagem do vencimento do próximo dia 1º de outubro.
No mais, o BaCen também divulgou os dados do fluxo cambial da última semana, mostrando que a entrada de dólares no País superou a saída em US$ 8,515 bilhões. Ainda em relação à semana anterior, o BC informou que adquiriu US$ 113 milhões por meio de seus leilões de compras de dólares realizados no mercado à vista.
Agenda internacional
Na pauta econômica internacional, destaque para as vendas de casas usadas nos EUA, que vieram acima do esperado pelos analistas em agosto. Já na Europa, o BoE (Bank of England) revelou na ata da sua última reunião que pode vir a ampliar seu programa de compra de títulos públicos.
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Dólar comercial e futuro
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,8565 na compra e R$ 1,8580 na venda, forte alta de 3,75% em relação ao fechamento anterior. Com esta alta, o dólar acumula valorização de 16,64% em setembro, frente à alta de 2,64% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 11,51%.
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro encerrou o dia cotado a R$ 1,882, forte alta de 4,59% em relação ao fechamento de R$ 1,799 da última terça-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, fechou em forte alta de 3,75%, atingindo R$ 1,881 frente à R$ 1,813 do fechamento de ontem.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,8505000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,75 para novembro de 2011, estável em relação ao que foi registrado na sessão anterior.