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SÃO PAULO – O dólar fechou novamente em alta nesta quarta-feira, alcançando, no período da manhã, pela terceira vez na semana a maior cotação desde o início do real.
Nem mesmo a declaração do presidente do Banco Central, Armínio Fraga, de que é provável que o governo feche um novo acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional) até o final do ano, contribuiu para reduzir a cotação da moeda norte-americana. Fraga não quis entrar em detalhes a respeito do momento em que o acordo eventualmente irá se concretizar e como será o apoio.
Nervosismo ainda dita alta do dólar
Apesar da recuperação dos mercados internacionais a partir do final da manhã, o mercado de câmbio não conseguiu reverter totalmente a forte alta registrada no início do dia, que levou a moeda norte-americana a R$ 2,97, o novo recorde desde o lançamento do real.
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Além disso, nem mesmo a injeção diária de US$ 50 milhões no mercado cambial por parte do Banco Central conseguiu impedir que o dólar fechasse em alta pelo terceiro dia consecutivo, mesmo com a recuperação da bolsa e a queda dos juros futuros na BM&F.
Dólar sobe 0,79% e fecha cotado a R$ 2,946
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,9430 na compra e R$ 2,9460
na venda, forte alta de 0,79% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,9760, representando um ágio de 1,12%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 4,51% em julho, frente
a alta de 12,18% registrada no mês passado.
No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 27,26%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
encerrou o dia cotado a R$ 2.931,
forte alta de 0,79% em relação ao fechamento
de R$ 2.908
da última terça-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em forte alta de 0,77%,
atingindo R$ 2.932 frente
a R$ 2.909 do fechamento de
ontem.
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