Dólar sobe 0,55% e volta a encostar nos R$ 5 com dados do mercado de trabalho dos EUA

Em fevereiro, a moeda acumula ganho de 1,16%

Reuters

Dólar e Real (Foto: Getty Images)

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SÃO PAULO (Reuters) – O dólar à vista subiu e voltou a tocar nos R$ 5 nesta quinta-feira, para depois encerrar o dia levemente abaixo deste nível, com as cotações acompanhando o avanço da moeda norte-americana no exterior, após dados do mercado de trabalho reforçarem a perspectiva de corte de juros nos EUA apenas mais à frente.

O dólar à vista fechou o dia cotado a R$ 4,9956 na venda, em alta de 0,55%. Em fevereiro, a moeda acumula ganho de 1,16%.

A moeda norte-americana à vista oscilou no território positivo durante todo o dia no Brasil. No início da sessão, os dados da inflação em janeiro foram monitorados, mas não chegaram a influenciar de forma decisiva os preços das moedas, impactando mais diretamente os negócios com juros futuros.

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,42% em janeiro, ante alta de 0,56% em dezembro. Apesar da desaceleração na margem, a inflação do mês em janeiro ficou acima das expectativas em pesquisa da Reuters, de alta de 0,34%.

O exterior, por sua vez, exercia maior influência sobre as cotações. A perspectiva de que o Federal Reserve cortará juros apenas em maio ou depois disso foi reforçada por novos números da economia.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego estaduais caíram em 9 mil na semana encerrada em 3 de fevereiro, para 218 mil em dado com ajuste sazonal, informou o Departamento do Trabalho dos EUA. Economistas consultados pela Reuters previam 220 mil pedidos para a última semana.

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Em reação, os rendimentos dos Treasuries voltaram a subir, assim como o dólar ante boa parte das demais divisas, em meio à leitura de que o mercado de trabalho resiliente dificulta o início do ciclo de cortes de juros pelo Fed.

No Brasil, após marcar a cotação mínima de R$ 4,9721 (+0,08%) às 9h15, o dólar à vista registrou a máxima de R$ 5,0025 (+0,69%) às 13h52 — já após os dados do mercado de trabalho.

Assim como ocorreu na última segunda-feira, o dólar encontrou certa resistência ao tocar os R$ 5 e, no segmento à vista, retornou para abaixo deste patamar.

No mercado futuro — o mais líquido no Brasil — a moeda norte-americana para março se mantinha levemente acima dos R$ 5 neste fim de tarde.

Na B3, às 17:16 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,56%, a R$ 5,0055.

Os negócios no Brasil ocorreram nesta quinta-feira sob um pano de fundo político conturbado, em meio à operação da Polícia Federal que investiga tentativa de golpe de Estado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Porém, esses desdobramentos tiveram pouco ou nenhum efeito nas negociações.

No exterior, o dólar seguia em alta no fim da tarde.

Às 17:16 (de Brasília), o índice do dólar –que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas– subia 0,11%, a 104,140.