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SÃO PAULO – Pressionado pelo anúncio de que o Banco Central realizou um leilão conjugado de dólares, a moeda norte-americana conheceu seu primeiro fechamento negativo após três sessões de alta, terminando esta quinta-feira (15) cotado na venda a R$ 1,8608 – variação negativa de 0,70%. Contudo, a divisa dos EUA ainda acumula ganhos semanais na faixa dos 3%, caminhando para sua segunda semana seguida de apreciação.
Neste tipo de operação, o BC empréstará moeda estrangeira às instituições financeiras, recomprando-as em janeiro, aumentando assim a liquidez no mercado interbancário. “O objetivo é baixar a cotação do dólar no curto prazo”, explica Tito Gusmão, operador de câmbio da XP Investimentos. Por conta do aumento de dólar no mercado, o lado da oferta deverá pressionar a demanda, puxando os preços de negociação da moeda para baixo.
Contudo, parece que as ofertas feitas pelos bancos ou grandes investidores não agradaram à autoridade monetária, já que nenhuma venda foi realizada. “Provavelmente as ofertas que foram feitas para o BC não interessaram. Podem ter vindo abaixo do preço que ele iria pagar”, ressalta Gusmão.
Agenda internacional agitada
Com a agenda doméstica contando apenas com o IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10) de dezembro, as atenções se voltam para a pauta econômica internacional. Nos EUA, o PPI (Producer Price Index) teve alta de 0,3%, contra queda de 0,3% em outubro. Já o Core PPI, que exclui itens cujos preços são considerados mais voláteis, como energia e alimentos mostrou avanço de 0,1%.
Ainda por lá, o Industrial Production recuou 0,2% em novembro, abaixo das projeções de alta de 0,2%. Ainda na indústria, o Philadelphia Fed Index mostrou um resultado acima do esperado em dezembro. Já no mercado de trabalho, o Initial Claims marcou 366 mil novos pedidos na passagem semanal, contra o consenso de 390 mil solicitações. Por fim, o Current Account diminuiu para US$ 110,3 bilhões no terceiro trimestre.
No front europeu, a Espanha teve uma maior demanda por títulos da sua dívida pública de médio e longo prazos, em leilão realizado nesta sessão. Já na agenda econômica do continente, o PMI (Purchasing Managers’ Index) marcou o maior resultado em três meses ao revelar 47,9 pontos, frente aos 47,0 pontos de novembro. Vale lembrar que valores abaixo de 50 indicam contração.
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Dólar comercial, futuro e Ptax
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,8598 na compra e R$ 1,8608 na venda, baixa de 0,70% em relação ao fechamento anterior. Apesar desta queda, o dólar acumula valorização de 2,65% em dezembro, frente à alta de 6,44% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 11,68%.
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em janeiro segue o dia cotado a R$ 1,865, forte baixa em relação ao fechamento de R$ 1,888 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em fevereiro também segue em queda, atingindo R$ 1,879 frente à cotação de R$ 1,900 da véspera.
Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,8609 na venda, queda de 0,60%.
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Dólar pronto e FRA de cupom cambial
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,8598000.
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,35 para fevereiro de 2012, 0,08 ponto percentual acima do que foi registrado na sessão anterior.