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SÃO PAULO – Refletindo a melhora na percepção dos investidores em relação ao risco país e as boas notícias acerca da economia brasileira publicadas no mês de março, a cotação do dólar frente ao real acumulou desvalorização de 6,05% nos últimos trinta dias, tendo iniciado o mês cotada a R$ 3,5690 e terminado a R$ 3,3530.
Esta desvalorização da moeda norte-americana é ainda mais significativa se comparada à variações apresentadas nos últimos meses. Assim, no mês de fevereiro a moeda abriu a R$ 3,5170 e fechou a R$ 3,5690, alta de 1,48%. Em janeiro de 2003 a moeda acumulou leve queda de 0,65 %, passando de R$ 3,5400 para R$ 3,5170.
Tendência iniciou-se no último trimestre de 2002
A tendência de queda do dólar se iniciou após o período de tensão eleitoral, quando os investidores, temendo mudanças mais radicais nas diretrizes econômicas do país, buscaram aplicações consideradas mais seguras, como o dólar.
Assim, o dólar iniciou o mês de outubro cotado a R$ 3,7590 e fechou a R$ 3,6300, tendo acumulado neste mês uma queda de 3,43%. Em novembro, no entanto, a moeda acumulou leve alta de 0,66%, tendo encerrado a R$ 3,6540. Já no mês de dezembro de 2002 o dólar caiu 3,12%, chegando a R$ 3,5400.
Empresas retomaram captações no mercado externo
Refletindo a melhora na perspectiva dos investidores estrangeiros e dando mais liquidez ao mercado de câmbio, diversas empresas e bancos brasileiros voltaram a captar mais intensamente no mercado externo em março.
Entre as captações feitas neste período destacou-se a emissão de US$ 400 milhões, com prazo de cinco anos, realizada pela Petrobrás. Além disso, duas emissões feitas pelo Banco do Brasil também foram destaque: a primeira de US$ 100 milhões com prazo de 12 meses e a segunda de US$ 120 milhões com prazo de sete anos.
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Tendência pode continuar
Com a seqüência de bons resultados da balança comercial e com a contínua queda do risco país, a tendência de desvalorização do dólar pode prosseguir nos próximos meses. Além disso, o acesso ao mercado internacional de capitais tem melhorado de forma praticamente contínua, levando alguns analistas acreditarem na possibilidade de emissões soberanas no exterior.
Por outro lado, a rápida desvalorização da moeda norte-americana pode levar alguns investidores a uma postura mais defensiva, principalmente no caso do conflito entre a coalizão liderada pelos EUA e o Iraque seguir por um período mais longo.