Dólar segue pressionado, mesmo em cenário de maior aversão ao risco

Reuniões do Copom e do Fomc são destaques; depois de Grécia e Portugal, Espanha também tem rating rebaixado

Publicidade

SÃO PAULO – O dólar comercial inicia a tarde desta quarta-feira (28) mantendo a trajetória de queda já vista na abertura dos negócios. Mesmo em cenário menos propenso a investimentos de risco, com as principais bolsas de valores do globo operando em queda, a moeda norte-americana segue com desvalorização de 0,23%, cotada a R$ 1,763 na venda.

Focos no noticiário econômico desta sessão, o segundo dia de reunião do Fomc (Federal Open Market Comittee), nos Estados Unidos, e do Copom (Comitê de Política Monetária), aqui no Brasil, dominam o olhar do mercado e geram ansiedade.

No front doméstico, a expectativa do mercado é de que a taxa básica de juro do país seja elevada em 50 ou 75 pontos-base. Já na maior economia do mundo, analistas projetam manutenção da taxa, contudo, permanecem atentos a uma possível mudança na retórica do comunicado sobre os rumos da política monetária norte-americana.

Destaques
Depois de Grécia e Portugal terem seus ratings soberanos rebaixados pela S&P (Standard & Poor’s), nesta sessão foi a vez do corte na classificação da dívida espanhola influenciar o humor dos investidores. A agência de classificação de risco rebaixou o rating de longo prazo da Espanha, passando de “AA+” para “AA”. Assim como nos dois primeiros casos, a perspectiva para a Espanha também é negativa.

Em meio à temporada de divulgação de resultados corporativos internacionais do primeiro trimestre, algumas empresas se destacam pelo desempenho acima do esperado por analistas no período. Dentre elas, destaque para a Dow Chemical e Glaxo, que auferiram lucro líquido de US$ 551 milhões e £ 1,34 bilhão, respectivamente.

Fluxo cambial
Dados divulgados há pouco pelo Banco Central do Brasil mostraram que o fluxo cambial acumulado nos 15 primeiros dias úteis do mês ficou negativo em US$ 9 milhões. Já o fluxo comercial apresentou um saldo deficitário de US$ 2,232 bilhões, enquanto o fluxo financeiro ficou positivo em US$ 2,223 bilhões.

Continua depois da publicidade

Dólar futuro na BM&F também opera em queda 
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio está sendo cotado a R$ 1.764, baixa de 0,51% em relação ao fechamento de R$ 1.773 da última terça-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, opera em baixa de 0,64%, atingindo R$ 1.774 frente a R$ 1.785 do fechamento de terça-feira.