Publicidade
SÃO PAULO – O dólar comercial opera cotado a R$ 3,120 na compra e R$ 3,123
na venda, em baixa de 0,32% em relação ao fechamento da última quarta-feira. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
3,123, representando um ágio de 0,10%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 10,13% em agosto, frente
a alta de 23,27% registrada no mês passado.
No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 34,90%.
BC tenta novamente rolar US$ 1,6 bilhão em cambiais
O Banco Central ofertou, na última terça-feira, 19,1 mil contratos de swap, totalizando R$ 2,95 bilhões, para a rolagem de cerca de US$ 1,6 bilhão de títulos cambiais que vencem no próximo dia 2, mas recusou todas as propostas.
Para os vencimentos em 1º de outubro, 1º de novembro e 2 de dezembro, o mercado pediu taxas de 50,53%, 56,11% e 36,61% ao ano, respectivamente, além da variação cambial. As remunerações foram consideradas excessivas pelo BC, já que os contratos de FRA (Forward Rate Agreement) negociados na BM&F projetavam taxa de 34,5% ao ano para outubro, 34% ao ano para novembro e 30,3% ao ano para dezembro.
Uma possível leitura para as altas taxas pedidas pelo mercado é a projeção de queda do dólar, o que encarece o carregamento de papéis com retorno pré-fixado. Além disso, tem diminuído a demanda por hedge cambial pelas empresas, fazendo com que os contratos de swap percam a atratividade.
Continua depois da publicidade
Além disso, é interessante para o mercado que o dólar siga em alta nesta semana. Na próxima segunda-feira, além do vencimento dos títulos cambiais da ordem de US$ 1,6 bilhão, vencem também os contratos de dólar futuro, sendo que ambos derivativos serão liquidados com base na Ptax da próxima sexta-feira.
Com isso, o Banco Central retornará ao mercado nesta quarta-feira, ofertando os mesmos contratos de swap cambial e o mercado deve novamente ficar atento ao resultado do leilão.
Ibope acusa empate técnico entre Serra e Ciro
O mercado segue mais otimista após a divulgação de nova pesquisa eleitoral, feita pelo Instituto Ibope, realizada entre os dias 24 e 26 de agosto. Neste levantamento, o candidato do PT à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, segue na primeira colocação, mantendo o patamar de 35% das intenções de voto. Já Ciro Gomes (PPS) caiu de 26% para 21% e está tecnicamente empatado com José Serra (PSDB), que subiu 6 pontos percentuais e atingiu 17%.
Finalmente, o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, avançou de 10% para 11%, mas isolou-se na última colocação. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais.
Pesquisa do Instituto Sensus mostra Ciro isolado em 2º
Continua depois da publicidade
Já o Instituto Sensus divulgou, na manhã desta quarta-feira, o resultado de nova pesquisa eleitoral, encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Neste levantamento, o candidato do PT à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, subiu de 33,4% para 34% de preferência do eleitorado, mantendo a primeira colocação. Já o candidato Ciro Gomes (PPS) recuou de 28,6% para 25,5%, ocupando de maneira isolada a segunda colocação.
O candidato do governo, José Serra (PSDB), subiu de 13,4% para 14,7%, enquanto o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PSB) caiu de 12,1% para 10,4%, ocupando isoladamente a última colocação.
A pesquisa também realizou simulações para um eventual segundo turno. Assim, o levantamento constatou que Ciro venceria Lula, já que o candidato do PPS atingiria 44,7% e o petista 44,3%. Na hipótese de segundo turno entre Lula e Serra, o candidato do PT levaria vantagem, alcançando 49,2% contra 36,3% do candidato governista.
Dólar futuro na BM&F
também opera em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
opera cotado a R$ 3.122,
baixa de 0,32% em relação ao fechamento
de R$ 3.132
da última terça-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, opera em baixa de 0,23%,
atingindo R$ 3.083 frente
a R$ 3.090 do fechamento de
ontem.
Continua depois da publicidade