Dólar segue o ritmo negativo do front externo, e abre já na casa dos R$ 2,00

Instabilidade na Europa segue pautando os investidores; por aqui, decisão do Copom sobre a Selic é a estrela da agenda

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SÃO PAULO – O dólar comercial inicou esta quarta-feira (30) na esteira do mau humor externo, e aponta alta de 0,85%, cotado a R$ R$ 2,003 na venda.

No front externo, a Europa segue em clima de incertezas, principalmente na Espanha na Itália, países onde o rendimento dos títulos públicos continua sua trajetória de alta no mercado secundário, indicando que estes podem ter dificuldade em rolar a dívida. Nesta data, o BCE (Banco Central Europeu) disse nesta quarta-feira que o governo espanhol não o consultou sobre qualquer ajuda para recaptalizar os bancos do país, desmentindo outras declarações na imprensa.

Foi divulgado ainda o indicador de sentimento econômico da Zona do Euro que caiu para 90,6 em maio, ante 92,9 em abril, abaixo da previsão de queda para 92,0. “O indicador divulgado nesta manhã, sugere que a con?ança continuou a ceder em todos os setores de atividade em maio, com exceção para a melhora marginal da con?ança do consumidor, embora sua base de comparação seja muito baixa”, analisa Octavio de Barros, diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco.

Cenário interno
Por aqui, as tensões seguem por conta da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) referente à condução da política monetária. Segundo estimativas de 44 instituições financeiras obtidas pelo portal Infomoney, a redução da Selic, a taxa básica de juro, para 8,50% é quase certa. De acordo com economistas, esse novo corte ocorre em meio ao ambiente externo conturbado e ao desempenho da atividade doméstica, principalmente industrial, bastante frustrante

“O Banco Central deve reduzir a taxa Selic para 8,50% deixando aberto o caminho para novos cortes. No câmbio, não devemos ter grandes movimentos com o real oscilando ao redor de R$ 2,00”, projeta a diretora da AGK Corretora de Câmbio, Miriam Tavares.

Agenda
Entre os indicadores, a FGV (Fundação Getulio Vargas) anunciou o IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado) de maio que marcou inflação de 1,02%. Também por aqui, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou o IPP (Índice de Preços ao Produtor) – Indústria da Transformação, que marcou avanço de 1,38% em abril. Nesta tarde, o Banco Central revela o fluxo cambial, divulgado semanalmente, com o movimento de entrada e saída de dólares do País.

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Nos Estados Unidos, será revelado o Pending Home Sales, indicador responsável por medir a venda de casas existentes no país com contrato assinado, mas ainda sem transação efetiva.
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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
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