Dólar segue movimento de alta nesta terça, mas com menos força

Manutenção do rating dos EUA pela Fitch e menores juros para títulos públicos da Espanha reduzem a elevação da divisa

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SÃO PAULO – Em movimento ascendente desde o inicio das operações desta terça-feira (16), o dólar segue em leve alta de 0,04%, cotado a R$ 1,5904 na venda. Os motivos para a tendência de elevação da moeda são os mesmos apontados mais cedo, os indicadores apresentados nos EUA nesta manhã vieram abaixo das expectativas e aumentaram o sentimento do investidor de aversão ao risco, fazendo com que o dólar se valorize por aqui.

Além disso, na Europa, o aumento menor do que o esperado do PIB (Produto Interno Bruto) da Alemanha, maior economia da região, traz à tona as preocupações sobre uma possível recessão e um contágio global.

Ainda no velho continente, o crescimento da Zona do Euro no segundo trimestre deste ano desacelerou para 0,2%, ante expectativas de avanço de 0,3%, segundo dados reportados nesta sessão pela Eurostat.

Fatos positivos evitam alta acentuada
Por outro lado, algumas boas notícias sopraram do cenário externo e ajudaram a reduzir a alta da moeda por aqui. Em primeiro lugar, a Fitch manteve o rating da dívida soberana dos EUA em AAA, além de revelar perspectiva estável. Esta foi a última das três agências classificadoras de risco a se pronunciar sobre a nota norte-americana, sendo que a S&P cortou a nota para AA+, com perspectiva negativa, no início deste mês.

A segunda boa notícia do dia é o indicador de produção industrial nos EUA, que veio acima do esperado pelo mercado. Já a terceira e última vem da Espanha, que emitiu títulos da dívida pública nesta terça-feira a taxas médias de juros menores que as apresentadas em leilão realizado há um mês. Esta redução nos juros sinaliza que os investidores estão mais confiantes na economia espanhola e exigindo menores garantias de pagamento dos títulos.

Indicadores
No cenário norte-americano, o Departamento de Comércio divulgou o Housing Starts, índice que aponta o número de casas que começam a ser construídas nos EUA. O indicador registrou 604 mil casas, não superando os 608 mil imóveis esperados.

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Por sua vez, o Building Permits, número de autorizações para a construção de imóveis nos Estados Unidos, computou 597 mil permissões para construção civil, também ficando abaixo das expectativas do mercado, que apontavam 606 mil permissões.

Mais tarde, ainda nos EUA, tivemos os resultados da produção industrial e da capacidade utilizada pela indústria em maio, que apresentou alta de 0,9% em julho, resultado acima das projeções do mercado.

Internamente
Na agenda doméstica desta terça-feira, a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal), que marcou taxa positiva de 0,17%.