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SÃO PAULO – O dólar comercial segue em leve alta de 0,24%, cotado a R$ 1,6630, com investidores demonstrando cautela enquanto avaliam o pronunciamento do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, nos EUA.
Por aqui, as especulações sobre as medidas do governo para conter a valorização do real continuam em foco. Apesar de novos rumores, a assessoria da Fazenda “negou que haja estudos para elevar o imposto sobre operações financeiras para quem usa cartões de crédito no exterior”, em nota à InfoMoney.
Para segurar o impacto nas cotações do dólar ante o real, o Banco Central tem realizado nas últimas semanas diversos leilões de compra de dólares no mercado à vista e nesta sessão não é diferente. A autoridade monetária atuou entre 12h56 e 13h01, com uma taxa de corte de R$ 1,6659, segundo comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais).
Ademais, nesta quarta, ocorre o primeiro vencimento da série de operações a termo realizadas no último dia 31.
Perspectivas de queda do dólar
Apesar da atuação do BC, analistas do Santander acreditam que os elevados preços de alimentos no mercado internacional e a inflação doméstica em alta tendem a reduzir o ímpeto das intervenções ao longo do ano.
Diante desse cenário, a corretora revisou a projeção para as taxas de câmbio de R$/US$ 1,85 para R$/US$ 1,55 em 2011.
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Fluxo cambial
Nesta tarde também foi divulgado o fluxo cambial de janeiro de 2011, que ficou positivo em US$ 15,513 bilhões, de acordo com dados do BC. O valor resulta de saldo positivo em US$ 14,435 bilhões no câmbio financeiro, somado ao superávit de US$ 1,077 bilhão nas operações de comércio exterior.
O ingresso de dólares em operações financeiras, como aplicações em renda fixa, ações, investimento externo direto ou captações por emissão de papéis por entidades brasileiras no exterior somava US$ 42,675 bilhões, um dos resultados mensais mais elevados na série do BC.
As remessas em pagamento de compromissos internacionais, como empréstimos ou lucros e dividendos das multinacionais, somaram US$ 28,240 bilhões em janeiro.
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Egito
O plano de transição apresentado pelo governo egípcio e a criação de uma comissão para reformar a Constituição do país não foram suficientes para acalmar os oposicionistas do presidente Hosni Mubarak.
Milhares de pessoas continuam protestando nas ruas do Cairo. Motivados pelo anúncio de aumento de 15% nos salários dos funcionários públicos, trabalhadores de empresas privadas realizam paralisações para reivindicar reajuste equivalente em suas remunerações.
Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março está sendo cotado a R$ 1.673, estável em relação ao fechamento da última terça-feira. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, opera em leve baixa de 0,06%, atingindo R$ 1.685 frente a R$ 1.686 do fechamento de terça-feira.