Dólar segue em queda e opera a R$ 1,742, com investidores confiantes

Mercado reage bem às medidas definidas no velho continente; resultados corporativos nos EUA ajudam no bom humor

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SÃO PAULO – Dando sequencia ao movimento apontado na abertura, mas com menor intensidade, o dólar comercial opera nesta terça-feira (31) em queda de 0,39%, cotado a R$ 1,742. No câmbio internacional, a divisa aponta perdas frente a uma cesta de moedas formada pelo euro (-0,08%), libra (-0,52%), iene (-0,05%) e o franco suíço (-0,13%).

Segundo especialistas, o mercado em geral reagiu positivamente às medidas anticrise adotadas na véspera. Vale lembrar que, na última noite, 25 líderes da União Europeia, reunidos em Bruxelas, concordaram com os detalhes do novo pacto fiscal, sendo que a assinatura deste deverá ocorrer em março. Apenas Reino Unido e a República Tcheca não aderiram ao acordo.

Ainda nesta linha, a Grécia segue sem um acordo final para a reestruturação da sua dívida, o que eleva os temores de contágio na região e contamina as condições de solvência de Portugal. Porém, seguem as promessas das autoridades gregas, dos líderes europeus e dos representantes privados de que os termos para a troca da dívida do governo de Atenas serão concluídos em breve.

EUA no radar
Também contribuem para o otimismo no câmbio, os resultados corporativos positivos nos Estados Unidos, divulgados nesta data. A gigante farmacêutica Pfizer e a fabricante de brinquedos Mattel superaram as estimativas do mercado em relação ao lucro líquido no quarto trimestre de 2011.

Ainda nos EUA, destaque para a agenda econômica. O Departamento de Trabalho reportou o Employment Cost Index, índice trimestral, que mede o custo da mão-de-obra, e apontou taxa de 0,4%, dentro da expectativa do mercado. Também foi revelado o S&P/Case-Shiller Home Price, indicador que denota a trajetória dos preços das casas no país que apontou -3,7% nesta medição, abaixo do esperado pelo mercado, de -3,2%.

Foi divulgado ainda o Chicado PMI, indicador do nível de atividade industrial na região, e que atingiu 60,2 pontos, inferior às projeções do mercado. Ainda na pauta econômica norte-americana será revelado o Consumer Confidence, índice que mede a confiança dos consumidores em cerca de 5.000 lares norte-americanos.

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Agenda doméstica
Na agenda doméstica desta terça-feira os investidores acompanharam a Sondagem da Indústria de janeiro, divulgada pela FGV (Fundação Getulio Vargas), que avançou 0,5%.

Ainda por aqui, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) reportou a Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física – Brasil, marcando alta de 0,3%. Além disso, o Banco Central publicou a Nota de Política Fiscal, que apontou um superávit primário de R$ 1,9 bilhões em dezembro e de R$ 128 bilhões em 2011.