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SÃO PAULO – O dólar comercial segue em queda, e há pouco era negociado a R$ 1,5770 na venda, baixa de 0,38%. Nesta terça-feira (7), o mercado continua focado no cenário externo, com o discurso de Ben Bernanke nesta tarde e as últimas novidades da crise fiscal na Zona do Euro.
Na cena doméstica, o Banco Central até o momento não realizou nenhuma operação no mercado de câmbio, e os investidores repercutem o resultado de maio do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e o início da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária).
O IPCA, índice oficial de inflação, indicou taxa de 0,47% em maio, variação 0,30 ponto percentual menor que a registrada em abril. A despeito dessa queda na passagem mensal, a pressão inflacionária na economia continua forte, com a taxa dos últimos 12 meses indicando inflação de 6,55%, 0,05 ponto percentual acima do teto da meta.
Copom
Esse resultado do IPCA vem no mesmo dia em que o Copom inicia sua quarta reunião de 2011. Segundo o último relatório Focus, do BC, a expectativa do mercado é que o Comitê decida elevar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 12,00% para 12,25% ao ano.
Caso seja confirmada essa elevação da taxa Selic, o real pode ganhar mais um reforço no mercado de câmbio, por conta da maior atratividade do Brasil para o investidor estrangeiro, em função do diferencial de juros do País, e consequentemente uma maior demanda por reais.
Cenário externo
Os investidores continuam temerosos quanto aos rumos da economia nos EUA e na Europa. Nesta tarde, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, vai fazer um discurso sobre a política monetária norte-americana.
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Segundo Eduardo Velho, economista-chefe da Prosper, Bernanke “deverá ratificar a necessidade do prolongamento de uma política monetária frouxa”. Assim, a perspectiva é que o dólar continue enfraquecido.
Já na Europa, o foco fica por conta da Grécia, país que voltou a apresentar problemas e deverá necessitar de novos pacotes de auxílio econômico, condicionados a medidas de austeridade fiscal.
Velho explica que, no curtíssimo prazo, o euro ganha força impulsionado pela piora nas projeções de crescimento da economia dos EUA, expectativa de manutenção do juro básico na Zona do Euro nos patamares atuais e novos planos de resgate para a Grécia. Há poucos instantes, a moeda registrava alta de 0,66% na comparação com o dólar, cotada a US$ 1,4672.
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Dólar futuro na BM&F também opera em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho é cotado a R$ 1.585, baixa de 0,53% em relação ao fechamento de R$ 1.594 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em agosto, por sua vez, opera em baixa de 0,56%, atingindo R$ 1.594 frente a R$ 1.603 do fechamento de segunda-feira.