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SÃO PAULO – O dólar comercial segue em queda após o Banco Central decidir não realizar mais um leilão de swap cambial reverso nesta sexta-feira. A cotação da moeda também é pressionada pelo ingresso de recursos financeiros e comerciais.
Mesmo após mais uma redução da taxa básica de juro, as taxas de juros internas continuam em um patamar elevado e, diante de uma melhora na percepção de risco dos investidores para a economia brasileira, o cenário segue favorável a captação de recursos, desvalorizando a cotação do dólar.
Inflação e BC
No mesmo sentido, a desaceleração da inflação revelada pelo IPC-Fipe, referente a terceira quadrissemana de novembro, com alta de 0,44% frente à valorização de 0,53% da última medição também é analisada pelo mercado, apesar da maior inflação revelada pelo IPCA-15, que registrou, em novembro, alta de 0,78%, frente a alta de 0,56% apurada pelo indicador de outubro.
Vale lembrar que o mercado, apesar da decisão do BC de não realizar nesta sexta-feira operações com swap reverso, não descartam a possibilidade de uma intervenção da autoridade monetária no mercado à vista, atuação que poderia impulsionar a cotação do dólar.
Dólar em queda
O dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,2348 na compra e R$ 2,2350 na venda, baixa de 0,36% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 2,4270 na venda, representando um ágio de 8,60% em relação ao dólar comercial.
Dólar futuro na BM&F também opera em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em dezembro está sendo cotado a R$ 2.236,
baixa de 0,51% em relação ao fechamento
de R$ 2.248
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em janeiro, por sua vez, opera
em baixa de 0,45%,
atingindo R$ 2.262 frente
a R$ 2.273 do fechamento de quinta-feira.