Dólar segue em queda, com alívio em avaliação de risco sobre crise nuclear

Funcionários reconectaram as linhas de energia na usina de Fukushima, passo importante para colocar o complexo sob controle

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SÃO PAULO – O dólar segue em leve queda de 0,06% nesta terça-feira (22), cotado a R$ 1,660 na venda, refletindo a redução da percepção de risco associado à crise nuclear no Japão, em sessão marcada pela ausência de destaques corporativos de maior peso.

Autoridades japonesas estariam mais perto de colocar sob controle o complexo de Fukushima, após funcionários reconectarem as linhas de energia a todas as unidades de reatores da usina. O anúncio de que o ritmo de ataques à Líbia deve diminuir também contribui para acalmar os investidores.

Os investidores ainda avaliam a fala do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que afirmou que a partir do segundo trimestre “a inflação tende a se deslocar para o centro da meta”. Ademais, o mercado segue na expectativa de novas medidas cambiais para inibir o ingresso de recursos externos e conter a valorização da moeda brasileira.

Cenário interno
Em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Tombini destacou que o descompasso entre oferta e demanda interna e incertezas no cenário internacional são as principais pressões para a inflação, que deve recuar a partir de abril.

O presidente da autoridade monetária destacou também que é preciso estar atento aos ganhos salariais acima do aumento de produtividade e alertou para uma possível alta dos preços das commodities agrícolas e minerais influenciada pela tragédia no Japão.

Dólar futuro na BM&F também opera em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril está sendo cotado a R$ 1.668, baixa de 0,21% em relação ao fechamento de R$ 1.672 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, opera em leve baixa de 0,12%, atingindo R$ 1.678 frente a R$ 1.680 do fechamento de segunda-feira.