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SÃO PAULO – O dólar mantém sua trajetória de baixa neste início de tarde de terça-feira (8), após o governo desmentir que sua equipe econômica estuda elevar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para operações no exterior. A moeda norte-americana registra queda de 0,30%, cotada a R$ 1,6750 na venda, refletindo também mais um leilão no mercado à vista por parte do Banco Central.
Após rumores, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou que haja estudos para elevar o imposto sobre operações financeiras para quem usa cartões de crédito no exterior. “Ninguém pensou em nada. Não sei quem falou nisso”, afirmou.
Além disso, no início da tarde, o Banco Central voltou a atuar no câmbio e comprou moeda norte-americana em leilão no mercado à vista. A primeira operação do dia foi realizada entre 12h31 e 12h36, com taxa de corte aceita em R$ 1,6751.
China
No cenário internacional, destaque para o aumento da taxa básica de juro por parte do governo da China, em 0,25 ponto percentual, levando a taxa referencial para crédito para 6,06% ao ano, ao passo em que a taxa de referência para depósitos ficou em 3,0% ao ano.
Segundo o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, devido a nova medida do BC chinês, o dólar vai continuar a recuar ante as principais moedas rivais e o mercado de câmbio interno seguirá essa tendência. “Os investidores estão vendendo dólar para comprar yuan, para poder aplicar na China, onde o investimento se tornou ainda mais atrativo”, explica Galhardo.
Dólar futuro na BM&F também opera em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março está sendo cotado a R$ 1.680, baixa de 0,33% em relação ao fechamento de R$ 1.686 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, opera em baixa de 0,24%, atingindo R$ 1.693 frente a R$ 1.697 do fechamento de segunda-feira.