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SÃO PAULO – Seguindo o movimento de queda apurado no início da sessão, o dólar comercial opera nesta quarta-feira (4) em leve baixa de 0,39%, cotado a R$ 1,824 na venda.
“Essa queda vem sendo causada pela entrada de capital estrangeiro há alguns dias. Na segunda-feira foram negociados 20 mil contratos em dólar futuro na venda e na terça-feira quase 21 mil na venda, o que é bem expressivo” contabiliza o gerente de análise da XP Investimentos, Caio Sasaki.
Segundo ele, a notícia que se atrela ao maior otimismo dos investidores é a expectativa de melhora da economia dos EUA. “Isso se dá em função dos dados econômicos dos EUA divulgados na terça-feira, que melhoraram um pouco o humor do investidor, que parece ter um pouco mais apetite, passando a fugir de ativos mais seguros e partindo para mercados como o do Brasil”, explica Sasaki referindo-se aos indicadores Construction Spending e ISM Index.
Câmbio externo
No câmbio internacional a moeda registra movimento contrário, refletindo o pessimismo dos mercados internacionais. O dólar ganha espaço diante do euro (+0,82%), do iene (+0,04%), da libra (+0,27%) e do franco suíço (+1,01%).
Lá fora, a Alemanha conseguiu leiloar seus títulos públicos com vencimento de dez anos e arrecadar € 4,06 bilhões a juros menores do que na última oferta, porém não alcançou a captação máxima pretendida.
Ainda no front europeu, os depósitos overnight do BCE (Banco Central Europeu) atingiram uma nova máxima recorde na última terça-feira. Os bancos depositaram € 453,181 bilhões no BCE em operações de um dia, superando os € 446,262 bilhões depositados na segunda-feira e o pico histórico registrado na semana passada, de € 452,034 bilhões.
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Indicadores
Na agenda econômica desta quarta-feira, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulgou o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) que fechou o ano de 2011 apontando inflação acumulada de 5,81%.
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou do IPP (Índice de Preços ao Produtor) – Indústria da Transformação, que não marcou variação em novembro. Ainda por aqui, o Banco Central revela o fluxo cambial, que apontou avanço em 2011 e encerrou o ano com saldo de US$ 65,279 bilhões.
Nos Estados Unidos, foi divulgado o Factory Orders, índice que mede o volume de pedidos feitos à industria como um todo, de bens duráveis e bens não-duráveis, que marcou avanço de 1,8% em novembro, frente à expectativa do mercado de 2,1%.