Dólar segue em leve alta com mercado ainda digerindo aumento de IOF

Medida do Governo afeta diretamente negociações da divisa; cenário internacional ruim continua pressionando

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SÃO PAULO – Na esteira dos noticiários interno e externo, o dólar comercial segue em leve alta nesta sexta-feira (16), cotado da R$ 1,7100, valorização de 0,06%.

Por aqui, a divisa acompanha de perto o anúncio do desta manhã do Governo de uma nova elevação do IOF (Impostos sobre Operações Financeiras) sobre o mercado de derivativos. A nova regra referente a operações com derivativos acrescenta a incidência de 1% levando em consideração também a redução da posição comprada de câmbio – antes, a preocupação do mercado era com as posições vendidas dos bancos, que apostavam na desvalorização do dólar.  O objetivo da medida é promover um equilíbrio no mercado de derivativos em ambas posições.

Neste sentido, a expectativa para esta sexta-feria, segundo analistas, é de relativa estabilização da divisa sem movimentos bruscos, pois o mercado ainda intepreta o noticiário local. Segundo o ministro da Fazenda Guido Mantega, as mudanças anunciadas são apenas operacionais.

Europa ainda na mira
Além da nova medida do governo, o cenário internacional continua dando o rumo dos negócios no mercado cambial. Segundo analistas, as novas medidas anunciadas pelo conselho de governadores do BCE (BancoCentral Europeu) que decidiu, em coordenação com o Federal Reserve, o BoE (Banco da Inglaterra), o BoJ (Banco do Japão) e o Banco Nacional da Suíça, realizar três leilões de venda de dólar, segue influenciando neste movimento.

Objetivo da medida é trazer liquidez em dólar aos bancos da zona do Euro, aumentando o poder de atuação das instituições do velho continente que reclamavam da dificuldade de ação devido a falta de ativos norte-americanos.

Indicadores
Na agenda desta sexta-feira os investidores acompanharam no cenário doméstico a divulgação feita pela FGV (Fundação Getulio Vargas) do IPC-S (O Índice de Preços ao Consumidor Semanal), que apontou inflação de 0,69% na segunda mediação de setembro.

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Mais tarde, nos EUA, será revelado o Michigan Sentiment, índice que mede a confiança dos consumidores na economianorte-americana, foi melhor do que o esperado para setembro e apontou 57,8 pontos.