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SÃO PAULO – Mantendo o movimento apontado na abertura da sessão desta segunda-feira (21), o dólar comercial segue em alta de 1,54% cotado a R$ 1,810 na venda. No câmbio internacional, o movimento do dólar frente à uma cesta de moedas é dividido: ele perde espaço para o iene e para o franco suíço (ambos em -0,01%) mas ganha terreno diante do euro (+0,33%) e da libra (+1,04%).
Segundo Sidnei Nehme, diretor da NGO Corretora de Câmbio, o atual mercado de formação da taxa de câmbio, após muitos anos, reflete o conceito de câmbio flutuante. “Isso acontece já que o mercado de derivativos está praticamente bloqueado na sua capacidade especulativa devido à incidência do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras)”, diz Nehme.
Nehme acredita que as projeções otimistas do Governo, no que se refere aos investimentos externos e fluxos de recursos externos para o país, possam ser contrariadas. “Aliás, não só alertamos para a tendência de contração do fluxo positivo, como enfatizamos o aumento do fluxo de saída de dividendos, lucros, juros sobre capitais e transferências de caixa das empresas multinacionais para suas matrizes no exterior”, diz.
Neste sentido, para o especialista, o mercado deverá apontar taxa cambial acima da que vinha sendo projetada, podendo fechar o ano no entorno de R$ 1,80 ou até um pouco mais.
Noticiário externo favorece aversão ao risco
Chama a atenção no dia o comunicado da agência de classificação Moody’s alertando para um possível rebaixamento da nota de crédito francesa, ampliando o mau humor entre os investidores, já preocupados com a situação geral de acesso dos países da Zona do Euro.
O clima também é tenso nos Estados Unidos, uma vez que o “supercomitê” do Congresso dos Estados Unidos não conseguiu chegar a um acordo quanto ao corte adicional de US$ 1,2 trilhão nos gastos públicos, ampliando o impasse entre republicanos e democratas quanto ao controle do déficit no país.
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Indicadores
Na agenda doméstica desta segunda-feira, os investidores acompanharam o Relatório Focus, que mais uma vez, manteve inalterados praticamente todas suas expectativas. Por volta das 11h (horário de Brasília), o Ministério de Comércio Exterior reportou os resultados da balança comercial, que registrou superávit de US$ 282 milhões na terceira semana de novembro.
Nos EUA, o Existing Home Sales de outubro, que mede o volume de venda de imóveis usados, apontou a venda de 4,97 milhões de casas, frente às projeções de 4,85 milhões.