Dólar segue em forte alta e volta a ser negociado acima do patamar de R$ 3,25

Rebaixamento do rating brasileiro pela Moody's eleva tensão; mercado aguarda atuações do Banco Central

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SÃO PAULO – O mercado de câmbio vive mais um dia de bastante pessimismo nesta terça-feira, pressionado pelo rebaixamento dos títulos da dívida pública brasileira pela agência de classificação de risco Moody’s.
Além disso, os investidores seguem atentos à realização de leilão de swaps cambiais, através do qual o Banco Central pretende dar seqüência à rolagem de US$ 2,5 bilhões em títulos cambiais que vencem na próxima quinta-feira. Na última segunda-feira, a autoridade monetária encontrou dificuldades para iniciar a operação de troca dos títulos, sendo obrigado a pagar elevadas taxas pelos contratos de swap cambial.
Mercado aguarda intervenções do BC

Finalmente, os investidores seguem aguardando intervenções do Banco Central, já que o mercado de câmbio ainda atravessa grave crise de liqüidez.
Após o fechamento do acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional), o mercado aguardava intervenções maiores do Banco Central no câmbio, mas foi surpreendido, já que a autoridade monetária fez justamente o contrário: suspendeu a injeção diária de US$ 50 milhões e, como afirmado pelo ministro da Fazenda, Pedro Malan, na última segunda-feira, o governo não deve adotar novas medidas para conter a alta do dólar.
Com isso, o dólar comercial opera cotado a R$ 3,250 na compra e R$ 3,259
na venda, em forte alta de 3,33% em relação ao fechamento da última segunda-feira. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$ 3,149, representando deságio de 3,11% em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 6,22% em agosto, frente
a alta de 23,27% registrada no mês passado.

No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 40,78%.

Dólar futuro na BM&F
também opera em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
opera cotado a R$ 3.250,
forte alta de 3,40% em relação ao fechamento
de R$ 3.143
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, opera em forte alta de 3,18%,
atingindo R$ 3.210 frente
a R$ 3.111 do fechamento de

ontem.

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