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SÃO PAULO – O dólar comercial segue operando em forte alta nesta segunda-feira e registra valorização de 0,95% frente ao real, sendo cotado a R$ 3,188 na compra e R$ 3,192 na venda. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$ 3,142, representando deságio de 1,44%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 6,08% em setembro, frente
a baixa de 13,41% registrada no mês passado.
No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 37,88%.
Pesquisas eleitorais preocupam
No âmbito interno, os investidores avaliam as novas pesquisas eleitorais. Nessa segunda-feira, o Instituto Datafolha anunciou o resultado do rastreamento telefônico, realizado entre os dias 13 e 15 de setembro, simulando a realização de uma pesquisa eleitoral. Nesse levantamento, o candidato do PT à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, subiu de 36% para 41%, mantendo a primeira colocação.
Já José Serra (PSDB) caiu de 25% para 24%, mas segue isolado na segunda colocação, à frente de Ciro Gomes (PPS), que recuou de 17% para 14%. Finalmente, o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PSB), subiu de 10% para 11%, mantendo-se na última colocação.
Na terça-feira, o Ibope deve divulgar nova pesquisa eleitoral. Assim como as pesquisas anteriores deste instituto, a íntegra da pesquisa será anunciada durante o Jornal Nacional da Rede Globo.
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Superávit comercial atinge US$ 931 milhões em setembro
Na segunda semana de setembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 530 milhões, como resultado de exportações da ordem de US$ 1,574 bilhão e importações de US$ 1,044 bilhão.
Com isso, o acumulado em setembro atinge US$ 931 milhões e, no ano, US$ 6,312 bilhões, devido aos US$ 39,861 bilhões que ingressaram no país fruto de exportações e aos US$ 33,549 bilhões destinados ao exterior para pagamento importações.
Mercado teme guerra entre EUA e Iraque
Já no âmbito externo, os investidores seguem atentos ao Iraque e aos EUA. Neste final de semana, o secretário de Estado norte-americano Colin Powell participou de programas televisos nos quais reafirmou que o Iraque não está cumprindo os acordos firmados ao final da Guerra do Golfo, em 1991, e estaria produzindo armas de alto poder destrutivo.
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O Iraque, por sua vez, afirmou que permitirá a volta dos inspetores de armas da ONU (Organização para as Nações Unidas) caso a Organização retire os embargos contra o país árabe e somente se os EUA não atacarem.
Bradesco capta US$ 100 milhões com emissão de eurobônus
O Bradesco, maior banco privado brasileiro, fechou uma operação de venda de eurobônus que conferiu à instituição captação de US$ 100 milhões. O dinheiro entrará na próxima quarta-feira e os títulos vencem 19 de dezembro deste ano. Os eurobônus, que foram lançados ao cupom de 5,75% ao ano, foram comprados principalmente por investidores europeus e norte-americanos, de fundos de renda fixa e private.
Segundo o diretor do banco, José Guilherme Lembi de Faria, os recursos não ficarão em tesouraria para arbitragem no mercado, mas serão destinados aos clientes do Bradesco em linhas de capital de giro em reais vinculadas ao dólar.
Crédito externo começa a reaparecer
Segundo dados do Banco Central, as linhas de crédito para o Brasil caíram de US$ 21,9 bilhões em julho de 2001 para US$ 17,4 bilhões no mesmo período deste ano, refletindo o temor dos investidores frente ao ritmo de recuperação da economia norte-americana e, no caso do Brasil, com as turbulências em função das eleições presidências.
Assim, as captações do Bradesco e do Votorantim são sinais de que o crédito externo ao Brasil pode estar sendo retomado. Na última semana, o Unibanco e o Itaú também realizaram captações externas idênticas com o IFC (International Finance Corporation) envolvendo US$ 50 milhões cada, destinados ao financiamento de exportações.
A intenção de ambos é ainda alavancar mais US$ 250 milhões cada num empréstimo “guarda-chuva”, ou seja, com apoio do IFC. Assim, o braço financeiro do Banco Mundial libera apenas US$ 50 milhões, mas aparece oficialmente como credor de US$ 300 milhões e, com isso, os bancos conseguem contabilizar os US$ 250 milhões restantes como operações fora do risco Brasil, já que o Banco Mundial é um credor preferencial.
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Dólar futuro na BM&F
também opera em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro
opera cotado a R$ 3.191,
forte alta de 0,98% em relação ao fechamento
de R$ 3.160
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, opera em alta de 0,65%,
atingindo R$ 3.156 frente
a R$ 3.136 do fechamento de
sexta-feira.