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SÃO PAULO – O dólar comercial segue movimento de alta nesta terça- feira (13), apontando valorização de 0,36%, cotado a R$ 1,7157 na venda, caminhando para o que pode ser sua nona sessão consecutiva de alta. Por sua vez, a Ptax, taxa de câmbio média ponderada entre as cotações do dólar e o volume de operações ao longo do dia, encerrou a terça-feira a R$ 1,7160.
A divisa reflete o cenário externo que voltou a temer um calote da dívida da Grécia e o agravamento da crise na Zona do Euro. Atenas continua sem conseguir resolver suas dificuldades fiscais, mesmo depois da ajuda externa recebida. Os rumores de que a Moody’s irá rebaixar os ratings dos bancos da França deixa o ambiente no velho continente ainda mais pesado.
Na véspera, com a deterioração do quadro internacional, o dólar subiu 1,88%, sua maior alta diária desde 6 de maio de 2010, fechando a R$ 1,7095 na venda, máxima desde 17 de dezembro de 2010. No cenário externo, o dólar perde terreno frente ao euro (-0,15%), ao iene (-0,35%) e ao franco suiço (-0,18%). A excessão é a libra que perde espaço para o dólar (-0,33%).
Nesta terça, o rumo dos mercados globais continuará dependendo basicamente das informações referentes à crise europeia. “Não de devemos esperar nada tão forte como os acontecimentos da segunda-feira, mas a Europa ainda causa grande incomodo”, avalia Ovídio Soares, Operador de Câmbio da Interbolsa Brasil.
BRICS ajudarão?
Por outro lado, segundo Soares, a possibilidade da China comprar títulos Italianos e dos países integrantes do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) adquirirem papéis europeus, em um sinal de ajuda econômica a região e diversificação de reservas, podem trazer bons ventos aos mercados.
“Casos estes rumores se concretizem, poderemos ter eventualmente uma melhora no de humor do mercado ao longo do dia”, diz. Por ora, a postura indicada pelos especialista é de cautela, pois a divisa deverá seguir instável, acompanhando a volatilidade internacional.
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Indicadores
A agenda desta terça-feira não traz indicadores relevantes para a moeda. Por aqui, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou a Pesquisa Mensal do Comércio, que apontou avanço de 7,1% nas vendas.