Dólar segue em alta e opera cotado a R$ 1,8635, de olho na Europa

Comunicados da Fitch e reunião na Zona do Euro movimentam mercado; declarações de Mantega afetam em segundo plano

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SÃO PAULO – O dólar comercial segue o movimento de alta apontado no início da sessão, valendo R$ 1,8635, alta de 0,38%. No câmbio intenacional, o dólar segue o mesmo movimento, apontando valorização diante do euro (0,13%), da libra (0,06%), do iene (0,15%) e do frano suíço (0,07%).

A moeda caminha focada no front externo, que inspira cautela. Na Europa é aguardada a reunião entre os ministros das finanças da Zona do Euro, que realizarão uma teleconferência a partir de 12h30 (horário de Brasília), para chegarem a um acordo sobre maior integração fiscal entre os países membros e para reforçarem o caixa do FMI (Fundo Monetário Internacional) em € 200 bilhões. 

Na última sexta-feira (16), a agência de classificação de risco Fitch colocou o rating de investimento de seis países da Zona do Euro em sua lista de vigilância negativa. Nesta avaliação, os países que têm a nota máxima “AAA” na Zona Euro não estão, por ora, sob esta ameaça. Na lista estão Bélgica, Espanha, Eslovênvia, Itália, Irlanda e Chipre.

Além disso, a agência reafirmou o rating “AAA” de longo prazo da França em moeda estrangeira e local, revisando de estável para negativa a perspectiva da nota.

Mantega não deixará o dólar em R$ 1,60
Em segundo plano, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou em entrevista ao jornal Estado de S.Paulo do último sábado (17), que não deixará o dólar chegar a R$ 1,60 novamente. “Muito dificilmente (o dólar) irá para R$ 1,60, porque nós não vamos deixar. Nós não vamos deixar”, afirmou ao jornal.

Por fim o ministro comentou sobre a guerra cambial. “O que estou dizendo é que não vamos permitir que o câmbio se valorize como vinha se valorizando. A guerra cambial é uma realidade que se intensifica por causa da crise internacional. Todos os países estão desesperados para exportar mais. E usam todas as armas que têm. E arma cambial é a principal. É por isso que nós tomamos várias medidas no campo cambial e continuaremos tomando”.

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Indicadores
Na agenda doméstica do dia, os investidores acompanharam Relatório Focus, que derrubou o IGP-DI para 0,20% e IGP-M para 0,33%. Já a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulgou o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) que ficou estável, registrando inflação de 0,49% na 2ª medição de dezembro.

A FGV (Fundação Getulio Vargas) anunciou a segunda prévia de dezembro do IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado), que marcou deflação de 0,07% na segunda semana de dezembro. Por fim, o Ministério de Comércio Exterior reportou os resultados da balança comercial que registrou superávit de US$ 542 milhões.