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SÃO PAULO – No mercado de câmbio, o dólar comercial segue em alta refletindo o movimentos de ajuste, após a moeda encerrar cotada em baixa em queda por quatro sessões consecutivas, mesmo com atuações do Banco Central. Externamente as atenções voltam-se para a evolução das taxas de juros de longo prazo nos Estados Unidos e relatório do emprego norte-americano.
O investidor analisa também as tensões no cenário político, após as declarações de o Partido dos Trabalhadores teria recebido dinheiro público não contabilizado oficialmente.
Tensão política e inflação
No plano econômico, as expectativas da realização de mais um leilão de compra de dólares pelo Banco Central também impulsionam a cotação da moeda. A autoridade tem realizado intervenções freqüentes, até mesmo em dias em que a moeda norte-americana opera em alta.
Ainda internamente, a aceleração da inflação revelada pelo IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) também é analisada pelo mercado, que projetou para o indicador, segundo o relatório do BC, uma variação positiva de 0,53% em outubro, entretanto, o índice apontou aumento de 0,63% no período.
Moeda mentem alta
O dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,2240 na compra e R$ 2,2250 na venda, alta de 0,18% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 2,4840 na venda, representando um ágio de 11,69% em relação ao dólar comercial.
Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em dezembro está sendo cotado a R$ 2.247,
alta de 0,20% em relação ao fechamento
de R$ 2.242
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em janeiro, por sua vez, opera
em baixa de 0,18%,
atingindo R$ 2.279 frente
a R$ 2.283 do fechamento de quinta-feira.