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SÃO PAULO – Em dia de indicadores norte-americanos fracos, o dólar continua em movimento de forte ascensão nesta quinta-feira (18). Por volta das 13h09 a moeda tinha alta de 1,36% cotada a R$ 1,6058.
Diante do forte aumento do sentimento de aversão ao risco, o investidor procure outros países e outros ativos para depositar suas aplicações. Resultado: o dólar some do nosso mercado e apresenta forte valorização, como a que estamos acompanhando desde a abertura dos trabalhos do dia.
Os culpados vêm dos EUA
Por lá, o nível de atividade industrial na região da Filadélfia veio pior do que as estimativas em agosto. O Philadelphia Fed Index marcou 30,7 pontos negativos no período, enquanto o mercado esperava por 1 ponto positivo. O resultado também mostrou piora na passagem mensal, considerando que no mês anterior o índice registrara avanço de 3,2 pontos.
Já o CPI (Consumer Price Index), índice de preços ao consumidor, que registrou inflação de 0,5% em julho, contra +0,2% projetados pelo mercado.
Também foi divulgado o Initial Claims, índice que mede o número de pedidos de auxílio-desemprego, que veio pior do que as expectativas do mercado, registrando um total de 408 mil novos pedidos na semana até 13 de agosto, frente às projeções que giravam em torno de 400 mil solicitações.
Na sequência, o Existing Home Sales, índice é responsável por medir as vendas de casas usadas no país, que veio pior do que as estimativas em agosto, marcando 30,7 pontos negativos no período, enquanto o mercado esperava por 1 ponto positivo.
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Bem que a Casa Branca tentou passar a bola
Contribuindo para o cenário negativo, mas ao mesmo tempo tentando passar a responsabilidade do caos para a Europa, dois anúncios vindos dos EUA marcaram a manhã.
O primeiro é do Federal Reserve (banco central norte-americano), que estaria acompanhando de perto os níveis de liquidez dos grandes bancos da Europa que operam no país, preocupado que a crise da dívida da zona do euro possa se espalhar pelo sistema bancário dos EUA, conforme publicou o Wall Street Journal nesta quinta-feira (18).
Na mesma maré de más noticias, em relatório, o banco de investimentos Morgan Stanley cortou a projeção de expansão para a zona do euro de 2% para 1,7% neste ano, e de 1,2% para 0,5%para 2012.
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A tentativa foi “boa”, mas segundo analistas, o mau humor do mercado nesta quinta-feira vem mesmo, segundo analistas, dos péssimos indicadores norte-americanos apontados acima.
Dado positivo
Na rodada de indicadores dos EUA, os investidores acompanharam o Leading Indicators, relatório que compreende vários índices já divulgados, como pedidos de auxílio-desemprego, custo de mão de obra e permissões para construção.
Este, pelo menos veio positivo, e registrou variação de +0,5% no mês de julho, superando as expectativas do mercado.