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SÃO PAULO – Após quatro altas consecutivas, o dólar comercial opera em expressiva queda nesta sexta-feira (14), contrariando a volatilidade vista na renda variável brasileira até o momento. A queda observada já ultrapassa os 3,5%, em movimento de ajuste frente aos ganhos observados durante toda semana.
Contribuindo com a baixa, o Banco Central interveio mais uma vez com a realização de leilões de contratos de swap cambial tradicional. Todos os 14 mil contratos ofertados foram absorvidos, movimentando um total de US$ 688,7 milhões.
Cenário externo
Os EUA são motivo de desconforto novamente. Nesta sessão, a má notícia se refere às vendas do varejo em outubro, que caíram 2,8% em relação ao mês anterior.
Em conseqüência dos temores trazidos pela crise, o nível de confiança do consumidor norte-americano caiu ao nível mais baixo desde 1967, quando o indicador registrou a menor pontuação de sua história.
A Europa também preocupou com o anúncio de que o PIB (Produto Interno Bruto) da Zona do Euro deve recuar 2% na passagem do segundo para o terceiro trimestre, ampliando as apostas de uma nova flexibilização na política monetária do continente.
Confira as cotações
O dólar comercial opera cotado a R$ 2,2810 na compra e R$ 2,2830 na venda, forte baixa de 3,59% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$ 2,3000, representando um ágio de 0,83% em relação ao dólar comercial.
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Apesar desta queda, o dólar acumula valorização de 5,69% em novembro, frente à alta de 13,33% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 28,55%.
Dólar futuro na BM&F também opera em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em dezembro opera cotado a R$ 2.287, enquanto o contrato com vencimento em janeiro atinge R$ 2.323.