Dólar segue bastante volátil e opera próximo da estabilidade de R$ 1,766

Analista acredita que movimento da moeda não representa uma tendência real e pode sofrer mudanças bruscas

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SÃO PAULO – Alternando entre perdas e ganhos, o dólar comercial segue operando nesta quinta-feira (19) bem próximo da cotação de fechamento da sessão anterior (R$ 1,766). No câmbio externo, o dólar perde espaço diante do euro (-0,24%), da libra (-0,11%) e do franco suíço (-0,28%), mas valoriza-se diante do iene (+0,21%).

No front externo, o noticiário europeu e os resultados trimestrais norte-americanos seguem guiando os investidores. “Surpreende o fato do euro valorizar-se frente ao dólar. Nosso sentimento é que ocorre um descolamento entre o que se presencia no presente, fundado no curtíssimo prazo, e a perspectiva, que deveria nortear as ações e atitudes operacionais”, explica Sidnei Nehme, diretor da NGO Corretora de Câmbio.

Segundo ele, o comportamento de bolsas e moedas não representa uma tendência, podendo sofrer uma uma mudança repentina de comportamento, surpreendendo os investidores.

Copom volta a cortar juros
Por aqui, os investidores avaliam a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), que optou mais uma vez pelo corte em 50 pontos-base na taxa básica de juro brasileira, que agora está em 10,50% ao ano. A decisão veio em linha com a expectativa do mercado.

Vale mencionar ainda que, após o fechamento da moeda na véspera, especula-se que a preocupação do Governo em relação ao rumo do câmbio tenha aumentado e que a equipe econômica estaria estudando novas medidas cambiais para conter a desvalorização da moeda. “Fundados ou não os boatos, nos parece absolutamente desnecessárias [as medidas] pois o próprio comportamento do fluxo cambial colocará tudo nos seus devidos lugares”, projeta Nehme.

Agenda de indicadores cheia
Na agenda doméstica desta quinta-feira, a FGV (Fundação Getulio Vargas) anunciou a segunda medição de janeiro do IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado), que apontou inflação de 0,22%.

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Nos Estados Unidos, a agenda movimentada contou com o Housing Starts, registrou 657 mil casas no resultado anualizado de dezembro, abaixo dos 673 mil imóveis esperados pelo consenso de mercado. O Building Permits, que mostra o número de autorizações para a construção de imóveis, computou 679 mil permissões para construção civil, abaixo das estimativas..

Ainda por lá foi revelado o CPI (Consumer Price Index), de preços ao consumidor, que registrou estabilidade em dezembro, frente às expectativas do mercado de inflação de 0,1%. Já o Core CPI, que exclui os custos relativos à alimentação e energia, teve avanço de 0,1%, em linha com a alta esperada. 

Também saiu o Initial Claims, com o número de pedidos de auxílio-desemprego, que registrou 352 mil solicitações, abaixo da expectativa do mercado, que era de 385 mil. Por fim, tivemos o Philadelphia Fed Index, que mede a atividade industrial na região e marcou 7,3 pontos positivos no período. Mais tarde teremos o relatório semanal de estoques de petróleo.