Dólar se recupera após sequência de três quedas e fecha em alta de 0,29%

Pauta doméstica ganha destaque, com eventos envolvendo o mercado cambial e a estreia do Santander na bolsa brasileira

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SÃO PAULO – Interrompendo uma sequência de três quedas consecutivas – o que resultou na renovação de sua mínima no ano -, o dólar comercial deu sinais de recuperação logo no início desta quarta-feira (7), quando chegou a subir 1% durante a manhã. Perdendo forças até o final do dia, a moeda fechou em alta de 0,29%, sendo cotado na venda a R$ 1,756, acompanhando a instabilidade dos demais mercados. Sem indicadores de peso nos EUA, a pauta doméstica ganhou destaque.

Voltando a atuar bem próximo ao fechamento dos negócios, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista. Segundo o Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais), a operação teve início às 15h33 e terminou às 15h43 (horário de Brasília), à uma taxa aceita em R$ 1,17598.

O BC ainda informou que, por meio dessas operações, já captou do mercado doméstico cerca de US$ 14,3 bilhões desde maio deste ano – quando retomou a realização desses leilões de compra -, se aproximando cada vez mais do valor total de venda de dólares para o âmbito interno, quando no ápice da crise financeira emitiu cerca de US$ 14,5 bilhões.

A pauta econômica brasileira ainda trouxe os números do fluxo cambial, que chegou ao sexto mês consecutivo de superávit ao registrar um setembro um saldo positivo de US$ 1,365 bilhão. No acumulado do ano, esse montante chega a US$ 9,682 bilhões.

Gabrielli e IPO

O noticiário desta quarta-feira também ganhou repercussão para os investidores que acompanham o mercado cambial. Segundo matéria da Agência Estado, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, falou sobre os possíveis impactos no câmbio com a entrada de capital estrangeiro para a capitalização da companhia e afirmou que o Fundo Soberano poderá ser utilizado pelo governo federal para evitar esse desequilíbrio, “cabe apenas ao BC cuidar disso”, completou.

Também vale a pena destacar a estreia do Santander no mercado de renda variável do País. O IPO (Initial Public Offering) do banco espanhol captou R$ 14,1 bilhões no Brasil, tornando-se a maior oferta do mundo em 2009. Contudo, suas units registraram um desempenho negativo nesta sessão.

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Dólar a R$ 1,756

O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7540 na compra e R$ 1,7560

na venda, alta de 0,29% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,8800, representando um ágio de 7,18%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 1,01% em outubro, frente
à queda de 6,09% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 24,86%.

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Dólar futuro na BM&F

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em novembro
encerrou o dia cotado a R$ 1.761,
leve baixa em relação ao fechamento
de R$ 1.762

da última terça-feira. O contrato com vencimento em dezembro, por sua vez, fechou em alta,
atingindo R$ 1.779 frente
à R$ 1.775 do fechamento de
terça-feira.

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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7574000

FRA de cupom cambial

Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,68% para janeiro de 2010, 0,02 ponto abaixo do fechamento anterior.