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SÃO PAULO – Após abrir a sessão em alta, o dólar reverte trajetória e passa a operar em leve queda nessa quarta-feira. O clima é de expectativa, com os investidores aguardando a próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) na próxima semana, quando será anunciada a taxa básica de juros.
Mercado já precifica corte nos juros
As projeções dos contratos futuros de juros negociados na BM&F despencaram, indicando a possibilidade de corte de até 1,5 ponto percentual nos juros na taxa Selic, atualmente em 26,5% ao ano, na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) na próxima semana.
O mercado reage bem aos comentários do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, demonstrando o controle da inflação, após a divulgação dos últimos índices de preços.
Petrobras e Itaú captaram US$ 700 milhões
A entrada de mais dólares com as captações de empresas brasileiras no exterior pode voltar fazer cair ainda mais a cotação da divisa. A Petrobras fechou ontem a captação de US$ 550 milhões em títulos garantidos pelas receitas de exportação de óleo combustível da empresa.
A demanda pelos papéis, com vencimento em 12 anos, chegou a US$ 1,5 bilhão. Na mesma direção, o Itaú conseguiu US$ 150 milhões em euronotes de vencimento de 18 meses, três vezes o valor de US$ 50 milhões inicialmente lançado.
Dólar opera próximo à estabilidade
Com isso, o dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,883 na compra e R$ 2,892 na venda, leve baixa de 0,03% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 3,0430, representando um ágio de 5,55% em relação ao dólar comercial.
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho está sendo cotado a R$ 2.922, leve baixa de 0,03% em relação ao fechamento de R$ 2.923 da última terça-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, opera em baixa de 0,24%, atingindo R$ 2.923 frente a R$ 2.930 do fechamento de terça-feira.