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SÃO PAULO – O dólar comercial reverteu e opera em leve alta nesta manhã, com o mercado temendo eventuais intervenções do Banco Central no mercado de câmbio, o que amplia a volatilidade da sessão. Além disso, o dólar havia caído forte na última sessão, o que faz com que aguns investidores aproveitem o momento para ampliarem suas posições.
Pela manhã, o dólar abriu em queda acompanhando a trajetória da moeda no mercado de câmbio internacional, onde a expectativa em relação à divulgação do saldo em conta-corrente dos EUA pressiona a cotação da divisa na sessão.
Vale destacar que a redução da dívida pública atrelada ao dólar revela a diminuição do apetite dos investidores pela moeda norte-americana. De acordo com o Banco Central, a participação dos títulos atrelados à variação cambial diminuiu de 11,24% em outubro para 10,35% em novembro.
Selic vai a 17,75% ao ano
A elevação da Taxa Selic, anunciada na quarta-feira também contribui para a apreciação do real. O Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu pela aumento de 50 pontos base para 17,75% ao ano. Essa foi a quarta reunião consecutiva em que o órgão optou por aumentar a taxa básica de juro.
Assim, a maior atratividade dos ativos de renda fixa brasileiros, em função do aumento na taxa básica de juro, deve ampliar o fluxo positivo de divisas para o país, o que também explica a forte queda da moeda na última sessão.
Dólar opera em leve alta
O dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,7250 na compra e R$ 2,7260 na venda, leve alta de 0,04% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 3,0290 na venda, representando um ágio de 11,16% em relação ao dólar comercial.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em janeiro está sendo cotado a R$ 2.741,
leve baixa de 0,11% em relação ao fechamento
de R$ 2.744
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em fevereiro, por sua vez, opera
em leve baixa de 0,10%,
atingindo R$ 2.776 frente
a R$ 2.779 do fechamento de quarta-feira.