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SÃO PAULO – O dólar, depois de operar a maior parte o dia em alta, acabou por fechar cotado em baixa nesta terça-feira. A cotação da moeda-norte americana começou a cair logo depois das declarações do presidente do Banco Central, Armínio Fraga, de que o Banco Central, se necessário, intervirá no mercado cambial para segurar a cotação do dólar frente ao quadro de falta de liquidez.
O Tesouro Nacional ofertou nesta tarde 500 mil LTNs (papéis pré fixados), com vencimento em 4 de setembro deste ano, à taxa de 20,36%. Com as taxas elevadas, muitos investidores preferiram aplicar seus recursos, o que fez com que a pressão sobre o dólar diminuísse. O Tesouro Nacional decidiu não ofertar LFT (papéis pós-fixados).
Além disto, o mercado espera a entrada de US$ 300 milhões captados pelo Banco do Brasil no exterior, quantia que, apesar de não parecer relevante, é na verdade determinante numa situação de falta de liquidez em que o mercado cambial brasileiro esta passando agora.
Dólar cai e fecha cotado a R$ 2,8910
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,8870 na compra e R$ 2,8910
na venda, baixa de 0,28% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,8460, representando um deságio de 1,42%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta queda, o
dólar acumula valorização de 2,55% em julho, frente
a alta de 12,18% registrada no mês passado.
No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 24,88%.
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Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
encerrou o dia cotado a R$ 2.897,
baixa de 0,28% em relação ao fechamento
de R$ 2.905
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em baixa de 0,68%,
atingindo R$ 2.901 frente
a R$ 2.921 do fechamento de
ontem.
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