Dólar reverte alta da manhã, segue tendência do exterior e passa a operar em baixa

Nesta sessão, moeda norte-americana perde espaço para o euro, a libra e o iene; Banco Central ainda não fez leilão

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SÃO PAULO – O dólar comercial opera no campo negativo e neste momento é cotado a R$ 1,6280 na venda, baixa de 0,31%. Nesta segunda-feira (16), a moeda norte-americana abriu os negócios em alta, porém reverteu a trajetória no final da manhã e passou para o vermelho, acompanhando a tendência dos mercados internacionais.

O mercado de câmbio segue acompanhando movimentos do dólar ante outras moedas e também na agenda de indicadores econômicos desta data. Os investidores também repercutem a prisão do presidente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, no último final de semana. O temor é que, sem Strauss-Kahn, as ações do fundo para auxiliar os países europeus atingidos pela crise fiscal fiquem limitadas.

Ademais, o Banco Central ainda não realizou atuações no mercado de câmbio nesta segunda-feira, a despeito da trajetória negativa da divisa norte-americana desde o final da manhã.

Mercados internacionais
Nos mercados internacionais, o dólar consolida sua trajetória negativa e há poucos instantes o euro registrava um avanço de 1,16% frente a moeda norte-americana, cotado a US$ 1,4239.

Ao mesmo tempo, a libra registra valorização de 0,44% ante ao dólar e é cotada a US$ 1,6245. O iene segue a tendência e ganha espaço, com o dólar cotado a ¥ 80,77, baixa de 0,1%.

Indicadores
Na agenda de indicadores desta sessão, destaque para as projeções do relatório Focus e a balança comercial no âmbito doméstico e a produção industrial e a demanda estrangeira por títulos e ativos norte-americanos. Mais cedo, o BC divulgou a edição desta semana do seu relatório Focus, que traz projeções indicando cotação de R$ 1,60 para o dólar ao final deste mês e R$ 1,62 no final deste ano.

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Por sua vez, a balança comercial brasileira registrou um saldo positivo de US$ 2,460 bilhões nas duas primeiras semanas de março. Desta forma, no acumulado do ano até o momento, o saldo é positivo em US$ 7,489 bilhões.

Já nos EUA, a produção industrial da região de Nova York em maio decepcionou os analistas ao marcar apenas 11,9 pontos, antes expectativas de 18 pontos. Ao mesmo tempo, o Tesouro dos EUA divulgou que em março, a demanda estrangeira por títulos e ativos norte-americanos foi de US$ 24 bilhões.

Dólar futuro na BM&F também opera em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março é cotado a R$ 1.633, baixa de 0,61% em relação ao fechamento de R$ 1.681 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, opera em baixa de 0,45%, atingindo R$ 1.645 frente a R$ 1.671 do fechamento de segunda-feira.