Publicidade
SÃO PAULO – O dólar comercial registrou queda de 0,81% nessa sexta-feira (7), sua quarta seguida, terminando a sessão cotado a R$ 1,771 na venda. Com isso, a moeda norte-americana fechou a semana com desvalorização de 5,87%, seu maior recuo semanal desde outubro de 2008. Vale mencionar que esta foi a primeira semana em queda para a moeda norte-americana desde 19 de agosto, quebrando uma sequência de cinco semanas em valorização.
Além do discurso feito na véspera pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, quando disse que a autoridade monetária está pronta para mudar de rumos e agir caso detecte desequilíbrios no câmbio, o Ministério da Fazenda disse nesta sessão que não pretende anular o aumento do IOF (Imposto sobre Operação Financeira) no mercado de derivativos, embora já tenha atrasado seu início de atuação duas vezes, uma para outubro e outra para dezembro.
Por aqui, repercute a divulgação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de setembro, que marcou inflação de 0,53%, levemente acima da variação positiva de 0,50% estimada pelo mercado. O índice oficial de inflação da economia brasileira interfere nas políticas tomadas pelo governo, visto que a valorização do real pode ajudar a arrefecer a escalada dos preços na economia doméstica.
Continua depois da publicidade
Referências externas
O mercado refletiu positivamente a divulgação do Relatório de Emprego norte-americano, que registrou a abertura de 103 mil postos de trabalho em setembro. O resultado veio acima do esperado pelo mercado, que estimava uma abertura de 60 mil postos no período.
Contudo o cenário europeu continuou a pressionar o mercado, já que a agência de classificação de risco Moody’s, a qual cortou o rating de nove bancos portugueses e de doze britânicos, entre eles o Lloyds Banking Group e o Royal Bank of Scotland. A justificativa é a perda de apoio governamental, enquanto para os de Portugal o argumento é a deterioração no cenário econômico.
O aumento de aversão ao risco, que limita as quedas do dólar, também foi ocasionada pelos rumores de há divisão entre Nicolas Sarkozy, presidente da França, e Angela Merkel, chanceler da Alemanha, sobre a utilização do EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira), uma vez que aquela pretende utilizar o fundo para recapitalizar os bancos, enquanto este defende tal utilização como último recurso, informam agências internacionais.
Os dois chefes de estado deverão se reunir no domingo, para discutir soluções para os problemas econômicos que afetam o continente.
Dólar comercial, futuro e Ptax
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7695 na compra e R$ 1,7710 na venda, forte baixa de 0,81% em relação ao fechamento anterior. Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 5,87% em outubro, frente à alta de 18,11% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 6,29%.
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em novembro segue o dia cotado a R$ 1,781, forte baixa de 0,92% em relação ao fechamento de R$ 1,797 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em dezembro, por sua vez, opera em forte baixa de 1,22%, atingindo R$ 1,788 frente à R$ 1,810 do fechamento de quinta-feira.
Continua depois da publicidade
Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,7666 na venda, queda de 2,48%. Durante a semana a taxa caiu 4,73%.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7754000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,60 para dezembro de 2011, 0,07 ponto percentual acima em relação ao que foi registrado na sessão anterior.