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SÃO PAULO – Mesmo tendo reduzido as perdas no final da sessão, o dólar comercial encerrou em forte queda nesta terça-feira, na casa dos R$ 2,17, e bastante próximo à sua menor cotação de fechamento desde 2002.
Durante a sessão, o Banco Central realizou mais um leilão de swap cambial invertido, sendo que, depois de três leilões de aceitação inferior a 100%, o banco voltou a negociar a totalidade dos contratos. Foram vendidos 12.500, em uma operação que movimentou cerca de US$ 598,4 milhões.
BC também atuou no mercado à vista
No final da sessão, o BC anunciou um leilão de compra de dólares no mercado à vista, o que deu fôlego à divisa norte-americana, que apontava para a menor cotação de fechamento em mais de três anos. Segundo operadores de mercado, o banco teria aceitado três propostas, com taxa de corte de R$ 2,1760.
Apesar da estratégia de amplas intervenções do BC, a trajetória de queda da moeda norte-americana persiste, o que pode ser explicado pelo forte influxo líquido de recursos externos, tanto pela via comercial quanto pela financeira, e pelo baixo patamar do risco país.
Dólar fecha em forte queda
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,1788 na compra e R$ 2,1790
na venda, forte baixa de 0,77% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,4270, representando um ágio de 11,39%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 1,04% em dezembro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 17,87%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em janeiro
encerrou o dia cotado a R$ 2.193,
forte baixa de 0,99% em relação ao fechamento
de R$ 2.215
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da última segunda-feira. O contrato com vencimento em fevereiro, por sua vez, fechou em forte baixa de 1,03%,
atingindo R$ 2.215 frente
à R$ 2.238 do fechamento de
segunda-feira.