Dólar recua, com mercado voltado para economia dos EUA, PIB do Brasil e Petrobras

Perda menor que a esperada de vagas nos EUA incentiva clima mais ameno, que se soma à alta de 1,2% do PIB brasileiro no trimestre

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SÃO PAULO – Em meio ao avanço da atividade econômica brasileira no segundo trimestre e dados sobre o mercado de trabalho norte-americano, o dólar comercial segue em queda no começo desta tarde, ampliando a desvalorização já vista na abertura. Há pouco, a moeda era cotada a R$ 1,725 na venda, com deságio de 0,40%.

O último dia da semana é marcado por um clima mais ameno, em que a capitalização da Petrobras segue em foco no front doméstico. Com investidores menos avessos ao risco e mais interessados em investimentos como a renda variável, a divisa norte-americana opera em baixa.

Referências externas
A economia norte-americana registrou a perda de 54 mil postos de trabalho em agosto. Apesar da queda, o resultado veio melhor do que o esperado pelo mercado, que estimava perda de 120 mil postos.

Já a taxa de desemprego avançou para 9,6% no mês passado, resultado em linha com as expectativas do mercado, mas acima dos 9,5% de julho.

Por sua vez, o ISM Services, indicador responsável por medir o nível da atividade não-industrial nos EUA, marcou 51,5 pontos na passagem de julho a agosto, resultado inferior às projeções de analistas, que estavam em torno de 53 pontos. O número também ficou abaixo dos 54,3 pontos auferidos na última medição.

Brasil
Embora tenha desacelerado em relação ao avanço do primeiro trimestre, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro cresceu 1,2% no período de abril a junho, na base de comparação trimestral, superando previsões de alta entre 0,6% e 1,1%.

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Ademais, novos passos rumo à capitalização da Petrobras também chamam atenção no front doméstico. A Petrobras (PETR3, PETR4) protocolou o pedido de oferta pública primária de ações na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) nesta sexta-feira, com emissão de até 4,3 bilhões de ações (considerando os lotes suplementar e adicional). A empresa prevê uma captação de R$ 110,8 bilhões, considerando o preço de mercado de suas ações ordinárias e preferenciais.

Dólar futuro na BM&F também opera em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro está sendo cotado a R$ 1.733, baixa de 0,32% em relação ao fechamento de R$ 1.739 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, opera em baixa de 0,23%, atingindo R$ 1.746 frente a R$ 1.750 do fechamento de quinta-feira.