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SÃO PAULO – O dólar comercial interrompeu sua sequência de três quedas nessa quarta-feira (28), terminando cotado a R$ 1,8365 na venda, alta de 1,75%. O desenrolar da situação da Grécia, bem como os dados econômicos de Estados Unidos e Brasil, influenciaram no rumo da divisa norte-americana nesta sessão.
O forte rali da moeda norte-americana no mês fez com que cessassem os leilões de compra de dólares por parte do Banco Central, operações estas que eram utilizadas para trazer a cotação da moeda para cima Dessa forma, a instituição não fez nenhum leilão na semana que se estendeu do dia 19 a 23 de setembro.
Nesse período, as reservas internacionais do Brasil caíram em US$ 1,837 bilhão, passando de US$ 352,292 bilhões para US$ 350,455 bilhões. Elas são importantes para que o País tenha recursos para enfrentar uma deterioração no cenário econômico mundial. Nesse contexto, a presidente Dilma Rousseff afirmou que a nação “não será presa fácil a crise“.
Por fim, o mercado também esteve atento aos números divulgados na sessão. O BC lançou o seu fluxo cambial, registrando saldo positivo de US$ 8,084 bilhões no acumulado do mês até o dia 23.
Mercado permanece negativo
O mercado esteve predominantemente negativo na sessão, o que prejudicou investimentos de maior risco, como o mercado acionário, e fortaleceu os tidos como mais seguros, como o dólar, por conta do clima de aversão ao risco instaurado graças às notícias internacionais.
A Comissão Europeia propôs um imposto sobre transações financeiras, a ser implantado efetivamente em primeiro de janeiro de 2014 visando arrecadar € 57 bilhões, montante que seria dividido entre a União Europeia e seus estados membros. Também por lá, chamou a atenção que a chanceler alemã, Angela Merkel, admitiu que o segundo pacote de ajuda à Grécia poderá ser alterado, por conta do agravamento da situação econômica no país, o que pode ter aumentado as necessidades de financiamento da Grécia.
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No lado positivo, destaque para o parlamento Finlandês, país que demandava garantias adicionais para participar do segundo pacote de ajuda à Grécia, aprovou da expansão do EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira). Agora a expectativa gira em torno da Alemanha, cuja votação está marcada para quinta-feira (29).
Contudo, a avaliação do volume de pedidos e entregas de bens duráveis da indústria norte-americana – o Durable Good Orders -, decepcionou o mercado ao mostrar volume menor do que o esperado.
Dólar comercial, Ptax e futuro
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,8345 na compra e R$ 1,8365 na venda, forte alta de 1,75% em relação ao fechamento anterior. Com esta alta, o dólar acumula valorização de 15,29% em setembro, frente à alta de 2,64% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 10,22%.
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro segue o dia cotado a R$ 1,836, forte alta de 1,46% em relação ao fechamento de R$ 1,809 da última terça-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, seguem em forte alta de 1,51%, atingindo R$ 1,849 frente à R$ 1,821 do fechamento de ontem.
Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,8131 na venda, alta de 0,68%.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,8252000.
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FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,34 para novembro de 2011, 0,46 ponto percentual abaixo em relação ao que foi registrado na sessão anterior.