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SÃO PAULO – O dólar comercial, que chegou a subir 0,6% no começo da tarde, perdeu forças na reta final de negociações e fechou esta quinta-feira (16) com leve valorização de 0,06%, sendo cotado na venda a R$ 1,702. Lá fora, captação do Banco Central Europeu e a agenda norte-americana ganharam destaque. Por aqui, ata do Copom, medidas de Mantega e dados inflacionários foram avaliados, assim como a Ata do Copom.
No final do dia, o Banco Central realizou mais um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista. A operação, que teve duração de cinco minutos e ocorreu por volta das 16h (horário de Brasília), contou com uma taxa de corte aceita em R$ 1,701.
Panorama doméstico
Os investidores contaram com a divulgação da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). Mostrando-se temoroso com a situação inflacionária do País, o documento não deixou muito claro se irá manter ou não a taxa básica de juro no próximo encontro em janeiro, afirma Julio Hegedus, da Interbolsa. “[O Copom] Falou que observará os efeitos das medidas macroprudenciais, mas ao mesmo tempo se mostrou preocupado com a inflação ascendente”, disse o analista.
O mercado assimilou ainda os anúncios realizados na noite anterior pelo Ministério da Fazenda, com desoneração do financiamento privado para projetos de infraestrutura, desenvolvimento do mercado de títulos privados de longo prazo, estímulo à recuperação de crédito rural e crédito pessoal e incentivo à securitização de créditos imobiliários.
Atenção ainda aos dados inflacionários divulgados. O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) registrou variação positiva de 1,06% na segunda prévia de dezembro, inflação 0,08 ponto percentual menor na passagem semanal. Já em sentido contrário, o IGP-10 (Índice Geral de Preços) registrou taxa de inflação de 1,27% em dezembro, resultado 0,11 ponto percentual maior que o apurado no mês anterior.
Nesta quinta-feira também foi anunciada a decisão do CMN (Conselho Monetário Nacional) de manutenção, em 6% ao ano, da TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) que vigorará no primeiro trimestre de 2011.
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Referências internacionais
Lá fora, o dia também foi bastante agitado. A começar pela Europa, que viu a Moody’s colocar o rating grego sob revisão negativa, temendo que o país não consiga ser capaz de reduzir significativamente sua dívida, e o BCE (Banco Central Europeu) realizar o maior aumento de capital de sua história, buscando inibir o crescimento da dívida fiscal de alguns países do continente.
A agenda norte-americana também ajudou a trazer volatilidade aos mercados. Enquanto o número de pedidos de auxílio desemprego veio melhor do que o projetado pelo mercado na sua última medição semanal, assim como o volume de vendas acima do previsto de casas em início de construção, o número de autorizações para construção e o déficit em conta corrente no terceiro trimestre vieram piores do que o esperado.
Dólar a R$ 1,702
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7000 na compra e R$ 1,7020 na venda, leve alta de 0,06% em relação ao fechamento anterior. Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 0,70% em dezembro, frente à alta de 0,65% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 2,25%.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em janeiro segue o dia cotado a R$ 1.707, baixa em relação ao fechamento de R$ 1.702 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em fevereiro, por sua vez, opera em baixa, atingindo R$ 1.721 frente à cotação de R$ 1.717 do fechamento da sessão anterior.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7006000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,75 para fevereiro de 2011, 0,01 ponto percentual acima do que foi registrado na sessão anterior.