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SÃO PAULO – O dólar comercial inicia a terça-feira (28) com expressiva queda, mantendo o movimento de ajuste trazido na sessão anterior. O clima mais ameno nos mercados favorece o recuo, também presente em relação a outras moedas do globo.
Na esfera corporativa, resultados trimestrais mais favoráveis beneficiaram a abertura dos negócios, com registros de ganhos em boa parte das bolsas de valores. E a agenda diária dos EUA deve trazer influência logo mais, com a divulgação de números sobre a confiança do consumidor norte-americano.
Chama atenção também o primeiro dia de reunião do Federal Reserve, que deverá discutir a necessidade de ajustes na política monetária. Na opinião da corretora Renascença, a autoridade monetária optará pela redução dos juros, dado o cenário de “menor nível da atividade econômica e da falta de confiança e de liquidez”.
Plano interno
No Brasil, a agenda diária não traz indicadores de peso, deixando os investidores mais atentos ao plano corporativo. Entre os resultados desta terça, Perdigão e Terna devem ser os mais comentados, podendo trazer alguma influência nos negócios por aqui.
O primeiro dia de reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) é bastante observado, com apostas sobre qual será a decisão do colegiado em relação à Selic. Dados do relatório Focus apontam que boa parte dos analistas espera uma elevação de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juro.
Também pressionando a cotação da moeda norte-americana, o Banco Central irá realizar mais três ofertas de swap cambial tradicional, totalizando 24 mil contratos. Na véspera, a autoridade complementou a operação com leilões à vista e permitiu injeção de outros R$ 6 bilhões através de alterações no recolhimento do compulsório bancário.
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Confira as cotações
O dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,188 na compra e R$ 2,189 na venda, baixa de 2,93% em relação ao fechamento anterior.