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SÃO PAULO – O dólar comercial passa a operar instável nesta quinta-feira (21), alternando leves perdas e ganhos. No início da tarde, é cotado a R$ 1,6730 na venda – estável em relação ao fechamento anterior. O mercado avalia os indicadores econômicos divulgados nos EUA nesta sessão e também fica atento à temporada de resultados corporativos.
Na cena interna, o destaque fica por conta da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do BC) que na noite da última quarta-feira (19) decidiu por aumentar a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, ficando em 11,25%. Segundo o economista Julio Hegedus da InterBolsa, a expectativa do mercado é saber quais serão os próximos passos do Banco Central, já que em comunicado “sinalizou que calibrará a alta da Selic com um mix de medidas prudenciais”.
Indicadores econômicos dos EUA
Mais cedo foi divulgado o Initial Claims que surpreendeu os analistas ao ficar abaixo das projeções, com 404 mil pedidos de auxílio-desemprego, enquanto o esperado era 425 mil. Na passagem mensal os pedidos diminuíram em 37 mil.
Leading Indicators, índice que compila vários indicadores relevantes para a economia norte-americana, apontou alta de 1,00%, porém ficou abaixo do mês anterior, quando marcou expansão de 1,1%. As projeções apontavam para taxa de 0,6%.
Já o Existing Home Sales apontou 5,28 milhões de imóveis usados em dezembro. Com esse resultado, o índice ficou acima do esperado pelo mercado, que projetava 4,80 milhões de imóveis.
Enquanto o índice Philadelphia Fed, que indica o nível de atividade industrial na região da Filadélfia, registrou 19,3 pontos em janeiro. Desta maneira, o índice ficou abaixo do que era projetado pelos analistas (20 pontos) e sofreu redução de 1.5 ponto na passagem do mês.
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Bancos norte-americanos divulgam resultados
Depois do Goldman Sachs desapontar os analistas ao divulgar seus dados na última quarta-feira, o banco Morgan Stanley publicou seus resultados surpreendendo o mercado. A receita líquida atingiu US$ 31,6 bilhões no acumulado do ano, com lucroi de US$ 4,5 bilhões.
Já os ganhos por ação em 2010 foram de US$ 2,44. Como comparação, em 2009, o lucro foi de US$ 1,3 bilhão, com perdas por ação diluída de US$ 0,82.