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SÃO PAULO – Em mais um dia marcado por muito vaivém, o dólar recuava ante o real na tarde desta terça-feira, derrubado por fluxos pontuais de entrada de capital que tinham seu efeito ampliado pela forte volatilidade que tem acometido os mercados nos últimos dias.
Às 16h42, o dólar perdia 0,69 por cento, para 2,3673 reais na venda, após chegar a subir mais de 1 por cento, a 2,4187 reais na máxima do dia. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro estava em torno de 692 milhões de dólares.
“Com certeza, teve alguma entrada, e o mercado está bastante volátil”, disse o operador de um banco estrangeiro. “Alguns agentes estão desmontando posições”.
O movimento levou a divisa norte-americana a reverter a forte alta verificada no início do pregão, que espelhava o ambiente de aversão global ao risco provocado por temores de ataque iminente dos Estados Unidos e aliados à Síria.
Durante a alta das cotações pela manhã, alguns analistas chegaram a dizer que a autoridade monetária poderia ser forçada a elevar o grau de intervenção no mercado para fazer frente ao cenário de maior incerteza global.
“Com certeza (o programa do BC) está longe de ter eliminado as fortes variações que (o dólar) estava tendo. O cenário continua bastante preocupante e talvez o BC tenha que fazer mais leilões além dos programados”, afirmou o operador de câmbio da corretora Intercam, Glauber Romano.
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Nesta terça-feira, o BC vendeu 10 mil contratos de swap cambial tradicional com vencimento em 2 de dezembro de 2013, como parte de seu plano de intervenções, cujo potencial é de 60 bilhões de dólares. Entre segunda e quinta-feiras, o BC ofertará 10 mil contratos de swap por dia e, nas sexta-feiras, ele fará leilão de venda no mercado à vista com compromisso de recompra no valor de 1 bilhão de dólares.
À tarde, o BC anunciou ainda para quarta-feira a próxima etapa de seu programa de intervenções, ofertando 10 mil contratos de swap cambial tradicional com vencimento em 2 de dezembro de 2013. O leilão ocorrerá entre as 9h30 e as 9h40 e o resultado será divulgado a partir das 9h50.
Além disso, a autoridade monetária divulgou um cronograma para a rolagem dos 135.300 contratos que de swap que vencem em 1º de outubro deste ano.
As ofertas serão realizadas nos dia 16, 17 e 18 de setembro, coincidindo com as datas da reunião de política monetária do Federal Reserve, banco central norte-americano, marcada para 17 e 18 de setembro e na qual investidores acreditam que o Fed poderá decidir reduzir suas compras mensais de títulos.
É justamente a preocupação com o futuro da política monetária dos EUA que desencadeou o processo de valorização internacional do dólar nas últimas semanas.
Nesta terça-feira, a possibilidade de os Estados Unidos e seus aliados atacarem a Síria adicionou instabilidade aos mercados e fez os investidores se livrarem de aplicações de risco, como moedas de país com economias menos desenvolvidas. Em vez disso, eles procuravam ativos considerados “porto-seguro”, como o ouro no mercado à vista, que atingiu a maior cotação em 11 semanas.
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Em relação ao peso mexicano, a divisa dos Estados Unidos subia 0,6 por cento. Já o dólar australiano se desvalorizava 0,6 por cento, e o dólar neozelandês perdia 0,7 por cento.
“O temor de ataque na Síria afetou os mercados fortemente. Vamos ver se o BC vai manter o cronograma ou alterá-lo”, afirmou o operador de um banco estrangeiro, citando que o mercado de câmbio está bastante agitado e nervoso.
O operador de uma corretora internacional ressaltou, ainda, que a briga pela formação da Ptax de agosto contribuía para elevar a volatilidade dos mercados. A Ptax –taxa elaborada pelo BC que serve de referência para diversos contratos cambiais– é divulgada no último pregão do mês.