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SÃO PAULO – Apesar da manutenção do clima de cautela nos mercados externos, o dólar comercial inverteu a trajetória vista no início da sessão e passou a operar em queda no início desta tarde. Por volta de 13h30, a moeda recuava 0,06%, cotada a R$ 1,766.
Normalmente, a aversão ao risco atinge o humor dos investidores, que procuram a moeda norte-americana como reserva de valor, ao mesmo tempo em que evitam investir em ativos de risco, como ações, commodities e outras divisas, como o real. É nesse contexto que a moeda registra valorização de 1,4% no acumulado do ano.
Dólar futuro na BM&F também opera em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro está sendo cotado a R$ 1.768, baixa de 0,28% em relação ao fechamento de R$ 1.773 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, opera em baixa de 0,25%, atingindo R$ 1.781 frente a R$ 1.785 do fechamento de segunda-feira.
Capitalização da Petrobras
No mercado doméstico, o que fica em foco é a capitalização da Petrobras. No início da manhã, os rumores eram de que o Governo pretendia adiar a operação e contratar uma nova consultoria para avaliar o barril da cessão onerosa, caso os preços propostos pelas instituições contratadas pela Petrobras e pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) fossem discrepantes.
No final da manhã, contudo, a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, tentou reduzir as especulações. Segundo disse no II Fórum Brasil Conectado, o governo trabalha com prazo de 30 de setembro e a “intenção é manter o cronograma”.
Vale lembrar que o alto volume esperado para a capitalização e as expectativas de captação de parte do capital no exterior são vistos como fatores de influência no câmbio brasileiro.
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Mercado imobiliário traz novos temores
Principal referência do dia, o Existing Home Sales mostrou queda no volume anualizado de venda de casas usadas nos Estados Unidos, que passou de 5,26 milhões para 3,83 milhões de imóveis entre junho e julho deste ano. O número também ficou abaixo das expectativas, que apontavam para 4,72 milhões de unidades.
A percepção, que já era ruim durante a manhã, piorou após a divulgação do indicador. Mais cedo, a irlandesa CRH, segunda maior fabricante de materiais para construção do mundo, já havia alertado para a fraqueza do mercado imobiliário dos Estados Unidos, atribuindo às perspectivas negativas do país a projeção de que não atingirá as metas de lucro neste ano.
Double-dip volta ao foco
Enquanto muitos acreditaram na recuperação em U ou até em V após a performance positiva dos Estados Unidos no segundo trimestre, os novos dados que têm sido divulgados reforçam os alertas de uma nova recessão no país – e também na Europa.
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Entre as vozes que chamaram a atenção para o crescente risco de double-dip nesta sessão estão Joseph Stiglitz, ganhador do Nobel de economia em 2001, Martin Weale, membro do BoE (Bank of England), e Chalés Evans, presidente do Federal Reserve de Chicago.